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Atores: Mickey Rooney

CRIANÇAS PRODÍGIOS NO CINEMA: MICKEY ROONEY

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Nascimento: 23 de setembro de 1920, Brooklyn, Nova York.
Falecimento: 6 de abril de 2014, Los Angeles, Califórnia.
Casamentos: Ava Gardner (1942─1943),  Betty Jane Phillips (1944─1948),  Martha Vickers (1949─1952),  Elaine Devry (1952─1958),  Carolyn Mitchell (1958─1966),  Marge Lane (1966─1967),  Carolyn Hockett (1969─ 1974),  Jan Chamberlin (1978─2014).
Filhos: Michael Rooney, Tim Rooney, Mickey Rooney, Jr., Teddy Rooney, Jimmy Rooney, Jonelle Rooney, Kimmy Sue Rooney, Kerry Rooney, Kelly Ann Rooney.

Nascido no Brooklyn, em Nova York, em 1920, ainda bebê de colo começou a participar das apresentações dos pais, integrantes de uma trupe de teatro vaudeville. Após o divórcio de seus pais, ele foi com a mãe para Hollywood, onde conseguiu ser escalado, aos 6 anos, para pequenas produções como uma série de curtas-metragens chamada Mickey McGuire. Do papel do título ele herdou o nome artístico. Mickey Rooney interpretou o personagem Andy Hardy em 15 filmes entre 1930 e 1940 e que o ajudaram a ser tornar uma das maiores estrelas da época. Com 13 anos, interpretou Puck na adaptação para as telas da peça de Shakespeare “Sonho de uma Noite de Verão”, de 1935. Além de sinônimo de sucesso nas bilheterias, seus múltiplos talentos como ator tanto de comédias quanto de dramas, cantor, dançarino e instrumentista ajudaram a fazer de Mickey Rooney um dos atores mais requisitados de Hollywood e o favorito do chefão da MGM Louis B. Mayer.

Laurence Olivier declarou que Rooney era “o maior de todos os atores” e o diretor Clarence Brown, que dirigiu Rooney em “A Mocidade é Assim Mesmo” e “A Comédia Humana”, disse certa vez que Rooney foi “o mais próximo de um gênio” com que ele teve a honra de trabalhar. Mas a carreira de Mickey Rooney teve também seus momentos ruins. Com a popularidade em alta no início da II Guerra Mundial, o ator partiu em turnê para entreter as tropas americanas nos campos de batalha, mas ao voltar a Hollywood, já no final da guerra, sua aparência não era mais a de um garoto e ele nunca mais teve o mesmo prestígio nem o mesmo sucesso dos seus tempos de menino. Com apenas 1,57 metro de altura, lhe faltava a estrutura física para a maioria dos papéis de homens adultos. Aos poucos, porém, com personagens secundários e tipos exóticos, Rooney soube se reinventar e continuou a colocar seu nome nos créditos, alternando entre participações em filmes, programas de TV e peças de teatro.

jan-mickey-2004Mickey Rooney e a esposa Jan, com quem foi casado por 35 anos, em 2004.

Nove décadas de grandes atuações

Joseph Yule, Jr. nasceu em 23 de Setembro de 1920, no Brooklin, em Nova York, filho único de um casal de artistas do vaudeville, o escocês Joe Yule, e Nell W. Carter, uma moça do Kansas. Quando o menino nasceu, o casal já atuava em espetáculos no Brooklin e a estreia de Joe Jr. teria sido em um desses espetáculos aos 17 meses de idade vestindo um smoking especialmente feito para ele. Durante uma viagem prolongada do pai, o menino e sua mãe foram morar com uma tia no Kansas. Lá, Nell viu no jornal que a produtora de Hal Roach estava contratando crianças para o elenco de “Our Gang”. Roach ofereceu a Joe Jr. um contrato de cinco dólares por dia enquanto os outros garotos do show ganhavam cinco vezes mais. Logo, porém, o talento do menino começaria a atrair a atenção e ele passaria a atuar ao lado de grandes nomes de Hollywood como Joel McCrea, Colleen Moore, Clark Gable, Douglas Fairbanks Jr. e Jean Harlow.

mickey-rooney-babyMickey Rooney bebê, no começo de 1921. A estreia do ator nos palcos foi aos 15 ou 17 meses de vida segundo algumas fontes, em um espetáculo de vaudeville onde seus pais atuaram quando moravam no Brooklin em Nova York.

Os pais de Joe se separaram em 1924, e em 1925 ele e a mãe se mudaram para Hollywood, onde Nell se tornou gerente de uma agência de turismo. O primeiro filme estrelado pelo garoto foi um curta-metragem chamado “Not to be Trusted”, de 1926, mas o seu primeiro papel como protagonista veio apenas um ano depois graças à sua mãe que viu o anúncio de jornal de Fontaine Fox procurando um menino de cabelos escuros para atuar no papel de “Mickey McGuire” em uma série de curtas-metragens. Sem dinheiro para pagar a tinta para tingir os cabelos do filho, a Sra. Yule levou o filho para a audição após escurecer seu couro cabeludo com uma cortiça queimada. Joe Jr. ganhou o papel e se tornou Mickey McGuire por 78 filmes realizados entre 1927 e 1936, tendo o primeiro da série, “Mickey’s Circus”, estreado em 4 de setembro de 1927.

Como o personagem foi adaptado de Toonerville Trolley, uma popular tira de jornal da época, o produtor do show Larry Darmour enfrentou um processo judicial movido pelos escritores. Para fugir ao processo, Joe Yule Jr. se tornou legalmente Mickey McGuire, pois se esse fosse seu nome real, Damour não teria que pagar os royalties aos proprietários da tira. Sua mãe mudou o nome para McGuire em uma tentativa de reforçar o argumento, mas o estúdio acabou perdendo o processo. Por conta disso, além da indenização, os proprietários do personagem exigiram que o ator, então com doze anos de idade, fosse proibido de usar o nome Mickey McGuire.

mickey-rooney-1930Mickey Rooney em 1930.

Mais tarde, o ator contou que durante os anos em que interpretou Mickey McGuire, ele conheceu Walt Disney nos estúdios da Warner, e que Disney criou Mickey Mouse inspirado em seu nome, apesar de Disney sempre dizer que mudou o nome do seu personagem mais famoso de Mortimer para Mickey por sugestão de sua esposa. Para evitar problemas, Fontaine Fox pediu que o ator trocasse de nome novamente. Sua mãe, sugeriu Mickey Looney para o filho comediante, mudado logo depois para Rooney para não provocar outro problema legal, desta vez com a série animada da Warner Looney Tunes. O ator estrelou mais alguns filmes na série “Mickey McGuire” até assinar com a MGM. O estúdio então o escalou como Mickey Rooney no papel de Andy Hardy, o filho adolescente de um juiz em “Uma Questão de Família” (A Family Affair), de 1937.

Andy Hardy

A MGM planejou “Uma Questão de Família” como um Filme B convencional, escalando Lionel Barrymore para o papel do juiz James K. Hardy (depois substituído por Lewis Stone nos filmes seguintes) e Mickey Rooney como seu filho adolescebte, Andy. Porém, o sucesso inesperado do filme criou a maior franquia cinematográfica da época, que incluiu mais 13 filmes entre 1937 e 1946, e um filme de despedida em 1958. A intenção da MGM era fazer uma série de filmes exaltando valores morais e a união da família, com Rooney vivendo o típico adolescente ansioso, hiperativo e namorador, mas logo os talentos do ator fizeram dele o astro desses filmes e a série se tornaria um modelo de exaltação da família e “um retrato reconfortante de uma pequena cidade da América”, com Rooney idealizando “a imagem duradoura daquilo que todos os pais desejavam que seus filhos pudessem ser”.

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Mas na vida real, Mickey Rooney era muito mais do que o retrato idealizado do adolescente dos filmes de Andy Hardy. O chefão da MGM, Louis B. Mayer, que sempre se esforçou em manter seus atores na linha e que se tornou uma espécie de pai para Mickey Rooney durante o período em que ele esteve sob contrato do estúdio, certa vez precisou intervir para que o ator não estragasse sua imagem pública. Segundo a biógrafa Jane Ellen Wayne, Mickey Rooney teria respondido a Mayer de forma ríspida, dizendo “Eu não farei isso. Você está pedindo o impossível”. Mayer teria agarrado Rooney pela lapela e dito: “Ouça bem! Eu não ligo para o que você faz na sua vida privada. Apenas não o faça em público. Em público, comporte-se. Seus fãs esperam isso. Você é Andy Hardy! Você é a América! Você é as Estrelas e as Faixas. Trate de se comportar! Você é um símbolo!” Mickey Rooney, então engoliu em seco, e respondeu: “Eu vou ser bom, Sr. Mayer. Eu prometo.” Mayer soltou o garoto e disse: “Tudo bem”.

Mais tarde, Rooney reconheceu que esses primeiros confrontos com Mayer foram necessários para sua evolução como ator e protagonista dos filmes. “Todo mundo se desentendia com ele, mas ele ouvia e você ouvia, e assim ambos chegavam a um acordo… Ele visitava os sets, ele dava voz às pessoas… O que ele queria era algo que fosse americano, apresentado de uma maneira cosmopolita”, contou o ator.

1937-Mickey-Rooney-and-Judy-GarlandEm 1937, Rooney fez seu primeiro filme ao lado de Judy Garland, “Menino de Ouro” (Thoroughbreds Don’t Cry, foto ao lado), dirigido por Alfred E. Green. Mickey e Judy se tornaram grandes amigos desde então e estrelariam diversos outros filmes onde cantavam e dançavam juntos. O público da época delirava ao ver o modo como aquelas duas estrelas de Hollywood interagiam entre si em um química poucas vezes vista nas telas. A MGM também percebeu essa química e reuniu as suas duas grandes estrelas diversas outras vezes. Além de três filmes de Andy Hardy onde Judy interpretou a menina que tinha uma queda por Andy, Judy Garland atuou em outros filmes ao lado de Rooney, entre eles aquele pelo qual ele foi indicado ao Oscar de ator, “Sangue de Artista” (Babes in Arms), de 1939, além de “O Rei da Alegria” (Strike Up the Band), de 1940, “Calouros na Broadway” (Babes on Broadway), de 1941, e “Louco por Saias” (Girl Crazy), de 1943, todos dirigidos por Busby Berkeley. O último filme em que atuaram juntos foi “Minha Vida é uma Canção” (Words and Music), de 1948, que também foi o último filme de Mickey Rooney na MGM. Somente em 1963, como convidado em um episódio do show de variedades dela na rede de TV CBS, Mickey e Judy voltariam a se encontrar novamente nas telas.

rooney-garland-love-finds-andy-hardy-1938Mickey Rooney com Judy Garland em “O Amor Encontra Andy Hardy” (Love Finds Andy Hardy), de 1938, dirigido por George B. Seitz.

Durante uma entrevista para um documentário, Mickey Rooney relembrou a amizade entre eles: “Judy e eu éramos tão unidos que poderíamos ter vindo do mesmo útero. Nós não éramos como irmão e irmã, mas não havia nenhum caso de amor naquilo; havia mais do que um caso de amor. É muito, muito difícil explicar as profundezas de nosso amor um pelo outro. Era muito especial. Era um amor para sempre. Judy não faleceu. Ela está sempre comigo em cada batida do meu coração.”

1941-Judy-Garland-and-Mickey-RooneyMickey Rooney e Judy Garland no musical “Calouros na Broadway”, de 1941. O filme foi dirigido por Busby Berkeley, com Vincente Minnelli (não creditado) dirigindo Judy nos seus números-solos.

Em 1937, Mickey Rooney estrelou como Shockey Carter em “O Filho do Herói” (Hoosier Schoolboy), dirigido por William Nigh, sobre uma professora recém-chegada à uma escola onde precisa lidar com alunos rebeldes. O filme está em domínio público e pode ser visto no Internet Archive. No mesmo ano, ele atuou como Dan ao lado de Spencer Tracy e Freddie Bartholomew na adaptação da novela de Rudyard Kipling “Marujo Intrépido” (Captains Courageous), dirigida por Victor Fleming. O filme foi um sucesso absoluto e foi indicado para três categorias do Oscar, com Spencer Tracy recebendo a estatueta de ator.

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O primeiro papel de destaque de Mickey Rooney como ator dramático veio um ano depois, em “Com os Braços Abertos” (Boys Town), dirigido por Norman Taurog, onde atuou ao lado de Spencer Tracy. Baseado na história real do Padre Edward J. Flanagan que fundou um lar para delinquentes juvenis chamado “Boys Town”, em Omaha, no Nebraska, o filme foi um estrondoso sucesso de público e de crítica. Mickey Rooney ganhou um Oscar especial, dado aos atores juvenis que se destacam no cinema, por sua atuação como Whitey Marsh, e Spencer Tracy levou o Oscar de ator. A despeito de diversas cenas memoráveis, a mais famosa é aquela em que o personagem de Mickey está jogando pôquer com um cigarro na boca, usando um chapéu e com os pés sobre a mesa. Spencer Tracy chega e agarra-o pela lapela, joga o cigarro fora e o empurra para um cadeira. O sucesso de “Com os Braços Abertos” foi tanto que motivou uma sequência, “Men of Boys Town”, de 1941, onde Tracy e Rooney reprisaram seus papéis.

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A popularidade dos filmes estrelados por Mickey Rooney fez dele a maior estrela de Hollywood nos anos de 1939, 1940 e 1941. Em 1939, ele estrelou no papel título de “As Aventuras de Hucleberry Finn”, adaptação do conto clássico de Mark Twain, dirigida por Richard Thorpe. Não foi Clark Gable, Tyrone Power ou Errol Flynn, mas o rosto que saiu na capa da revista Time em 1940 foi o de Mickey Rooney por ocasião do lançamento do filme “Young Tom Edison”, onde o ator vivia nada menos do que o grande inventor Thomas Edison em seus anos de juventude. “Você não estava indo para o trabalho, você estava indo se divertir. Eu me sentia em casa, todos eram coesivos; era como uma família. Em um ano eu fiz nove filmes; e eu tinha que ir de um estúdio ao outro”, lembra o ator: “Você não lia o roteiro e dizia ‘eu acho que posso fazer’. Você fazia. Eles tinham pessoas que sabiam que tipo de histórias que eram apropriadas para você.”

Sobre como foi trabalhar com Mickey Rooney em “A Comédia Humana”, de 1943, e “A Mocidade é Assim Mesmo”, de 1944, o diretor Clarence Brown declarou: “Mickey Rooney é o mais perto de um gênio com quem eu já trabalhei. Havia Chaplin, e então havia Rooney. Nada do que ele fazia podia dar errado, e tudo o que você tinha que fazer com ele, ele fazia de uma só vez”.

O declínio em Hollywood e o ressurgimento no rádio, TV e teatro

Em 1944, Rooney alistou-se no Exército e serviu até pouco tempo depois do fim da Segunda Guerra. Nesse período ele ajudou a entreter os soldados na América e nas frentes de batalha na Europa. Ele recebeu diversas condecorações pelos serviços prestados, inclusive a Medalha Estrela de Bronze, a quarta mais alta condecoração dada individualmente por atos de heroísmo ou serviços meritórios em zonas de combate.

mickey-rooney-1945Mickey Rooney entretém os soldados americanos na Alemanha, em 1945.

Mas o seu retorno à vida civil foi marcada por um súbito declínio na carreira. Mickey Rooney agora era um adulto com pouco mais de um metro e meio de altura, que não podia mais interpretar papéis de adolescentes e não tinha o físico exigido para atuar como protagonista em filmes de adultos. Os papéis começaram a se tornar mais raros e desse período, merece destaque apenas “Minha Vida é uma Canção”, de 1948, o último filme em que atuou ao lado de sua amiga Judy Garland, e o drama policial “Assassino Público Número Um” (Baby Face Nelson), de 1957, dirigido por Don Siegel, em que interpretou o personagem título, o famoso gangster que aterrorizou Chicago nos anos 30. “Em 1938”, Mickey Rooney disse, “eu estrelei oito filmes. Entre 1948 e 1949, eu estrelei em apenas três.”

mickey-rooney-1956-the-bold-and-the-braveMickey Rooney no drama “O Preço da Audácia” (The Bold and the Brave), de 1956, dirigido por  Lewis R. Foster, sobre três soldados americanos na Itália durante a Segunda Guerra. Além de dirigir (não creditado) o filme, Mickey Rooney atuou como o soldado Dooley e recebeu uma indicação ao Oscar de melhor ator coadjuvante.

Mickey Rooney passou a atuar no rádio, reprisando seu papel como “Andy Hardy” ao lado de grande parte do elenco original em transmissões realizadas entre 1948 e 1952. Em 1951, Mickey Rooney dirigiu um filme para a Columbia Pictures chamado “My True Story”, estrelado por Helen Walker. Três anos mais tarde, Rooney estrelou seu próprio programa de TV, “The Mickey Rooney Show: Hey, Mulligan”, criado por Blake Edwards e onde ele era o produtor, que foi transmitido pela NBC entre 28 de agosto de 1954 e 4 de junho de 1955, e totalizou 32 episódios. Mickey Rooney continuou trabalhando a frente e atrás das câmeras em diversos programas de TV até seu retorno ao cinema, no começo dos anos 60. Ele atuou em filmes dos mais diversos, entre os quais “Réquiem Para um Lutador” (Requiem for a Heavyweight), de 1962, “Deu a Louca no Mundo” (It’s a Mad, Mad, Mad, Mad World), de 1963, e “O Corcel Negro” (The Black Stallion), de 1979.

O mais curioso personagem que interpretou naquela época foi um japonês, o Sr. Yunioshi, na adaptação para as telas da novela de Truman Capote “Bonequinha de Luxo”, estrelado por Audrey Hepburn em 1961. A atuação do ator foi muito criticada porque além de exagerada, foi considerada estereotipada e ofensiva aos japoneses. Durante anos, o ator defendeu sua atuação, mas no fim reconheceu que se soubesse que as pessoas ficariam ofendidas por isso, ele jamais teria aceitado o papel.

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Em 1962, Mickey Rooney enfrentou um duro golpe: sua falência declarada. Em 1966, um novo golpe enquanto filmava “Ambush Bay”, nas Filipinas: sua esposa, Barbara Ann Thomason, antiga modelo e atriz que ganhou diversos concursos de beleza na juventude, foi encontrada morta na cama ao lado do amante, Milos Milos, um ator amigo de Rooney. A investigação policial concluiu que foi assassinato seguido por suicídio, cometidos com a própria arma de Rooney.

Mickey Rooney continuou alternando atuações no cinema e na TV. Em 1963, atuou em um episódio da série de Rod Serling “Além da Imaginação” chamado “The Last Night of a Jockey” e estrelou um novo show em 1964, “Mickey”, na ABC, que durou 17 episódios. Em 1981, o ator ganhou um Globo de Ouro e um Emmy por seu papel no telefilme “Bill”, em que atuou ao lado de Dennis Quaid como um perturbado mental que tenta levar uma vida normal após sair de uma instituição. O filme foi muito bem recebido e gerou uma sequência em 1983, chamada “Bill: On His Own”, pelo qual Mickey Rooney foi indicado ao Emmy. Aos 70 anos, venho a chance de reprisar seu papel de Henry Dailey na série de TV “The Adventures of the Black Stallion”, baseada no filme em que atuou onze anos antes. O show foi um sucesso mundial, visto em 70 países.

Mickey Rooney também atuou em peças importantes, a principal delas a sua estreia na Broadway em 1979, aos 59 anos, “Sugar Babies”, um musical que fazia referências ao teatro burlesco do passado, protagonizado pela ex-estrela da MGM Ann Miller. O espetáculo foi um sucesso, totalizando mais de 1200 apresentações em Nova York e uma turnê que durou cinco anos, sendo 8 meses em cartaz apenas em Londres. Em seguida, atuou em “A Funny Thing Happened on the Way to the Forum”, de Stephen Soudheim, e nos anos 90 participou de uma versão de “O Mágico de Oz” encenada no Madison Square Garden. Em 1991, O ator publicou seu livro de memórias, “Life is Too Short”.

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Em 2008, embora já tivessem atuado juntos, Mickey Rooney e a esposa Jan Chamberlin interpretaram um casal no filme independente “Lost Stallions: The Journey Home”, que marcou seu retorno aos temas equestres. Os últimos trabalhos de Mickey Rooney incluem ainda sua atuação como Gus, um dos funcionários do museu mágico nos filmes estrelados por Ben Stiller e Robin Williams “Uma Noite no Museu”, de 2006, e “Uma Noite no Museu 2”, de 2009. Ele repetiria o papel de Gus na terceira aventura “Night at the Museum: Secret of the Tomb”, em fase de produção, mas não se sabe até que ponto a morte do ator prejudicou a sua participação na história.

Mickey Rooney foi casado 8 vezes, tornando-se vítima de piadas de seus colegas pela impossibilidade de o ator continuar casado. Sua primeira esposa foi Ava Gardner, com quem teve uma relação conturbada de apenas um ano, entre 1942 e 1943 – o casamento não sobreviveu à ascensão da atriz ao posto de estrela de primeira grandeza do cinema americano. Quando serviu o Exército, Mickey Rooney conheceu a Rainha da Beleza do Alabama Betty Jane Phillips, com quem permaneceu casado até o seu retorno da Europa após o fim da Segunda Guerra. O casal teve dois filhos. Em 1949, casou-se com Martha Vickers, e em 1952 com Elaine Mahnken. Em 1958, Rooney casou-se com Barbara Ann Thomason, assassinada pelo amante em 1966. Deprimido com a morte da esposa e da mãe, além de problemas financeiros, Rooney enfrentou batalhas com o álcool e as drogas. Ele se casou com uma amiga de Barbara, Marge Lane, mas o casamento durou apenas 100 dias. O casamento seguinte, com Carolyn Hockett durou de 1969 até 1974, mas os problemas financeiros do ator arruinaram a união. Em 1978, Rooney se casou com Joan Chamberlin, uma união que durou 35 anos – o casal se separou em junho de 2012.

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Nos últimos anos de sua vida, alegando abuso de idosos, Mickey Rooney moveu uma ação judicial contra seu enteado Christopher Aber. O ator  recebeu uma indenização por Aber ter desviado dinheiro de suas contas. Vencedor de dois Oscar honorários – um pelo conjunto da obra e outro na extinta categoria juvenil, e um prêmio Emmy, Rooney morreu durante o sono de causas naturais em Los Angeles, no dia 6 de abril de 2014, aos 93 anos. O ator deixou oito filhos vivos, dois enteados, dezenove netos e diversos bisnetos. Rooney foi considerado pelo Guinness, o Livro dos Recordes, o ator com a carreira mais longeva do cinema.

Tributo:

100 Anos de Carlitos

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100 ANOS DE CARLITOS

Carlitos ou o mais comumente conhecido como “O Vagabundo” (The Tramp) está completando 100 anos em 2014. A estreia cinematográfica de Charlie Chaplin aconteceu em 2 de fevereiro de 1914 com “Carlitos Repórter” (Making a Living), mas o personagem do Vagabundo surgiu pela primeira vez em seu segundo filme, lançado em 7 de abril de 1914, o curta-metragem (11 minutos) “Kid Auto Races at Venice”, dirigido por Henry Lehrman e produzido por Mack Sennett também para a Keystone.

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Carlitos Reporter 2“Carlitos Repórter”, dirigido por Henry Lehrman e produzido por Mack Sennett para os Estúdios Keystone, foi lançado em 2 de fevereiro de 1914 e marcou a estreia de Chaplin nos cinemas.

Assista no YouTube os dois primeiros filmes estrelados por Charlie Chaplin:

Em “Kid Auto Races at Venice” percebemos o primeiro esboço daquele que se tornaria o mais memorável personagem de todo o período silencioso.

Em sua autobiografia, Chaplin contou que enquanto se encaminhava para o vestiário, pensava sobre com quais roupas iria vestir seu personagem: “Eu não tinha ideia sobre que maquiagem usar. Eu não gostava do personagem do repórter de imprensa [em “Carlitos Repórter”]. Entretando, no caminho para o guarda-roupa, eu pensei em vestir calças largas, sapatos grandes, uma bengala e um chapéu coco. Eu queria que tudo fosse uma contradição: as calças folgadas, o casaco apertado, o chapéu pequeno e os sapatos grandes. Eu estava indeciso se o personagem seria velho ou jovem, mas lembrando que [Mack] Sennett esperava que eu fosse um homem muito mais velho, eu adicionei um pequeno bigode que eu raciocinei que acrescentaria idade sem esconder minha expressão. Eu não tinha ideia do personagem. Mas no momento em que eu estava vestido, as roupas e a maquiagem me fizeram sentir a pessoa que ele era. Comecei a conhecê-lo e quando entrei em cena ele estava totalmente criado.”

Talvez Chaplin tenha exagerado na sua modesta descrição de como criou seu personagem imortal – uma simples caminhada até o guarda-roupa de um estúdio não condiz com a genialidade que se percebe em cada gesto e expressão usada por ele toda vez que atuava como o Vagabundo. Talvez esse pequeno instante na carreira de Chaplin – sua caminhada até o guarda-roupa – tenha ficado marcado em sua memória como o momento em que o personagem ganhou vida própria, como se criador e criatura se unissem em uma única pessoa. A verdade é que em “Mabel’s Strange Predicament”, seu terceiro filme, lançado em 9 de abril de 2014, o personagem já estava definitivamente concebido.

O ponto de virada na carreira de Chaplin, porém, veio ainda durante sua permanência nos estúdios da Keystone, durante as filmagens de seu 9º curta-metragem, “Mabel at the Wheel”. Dirigido pela própria Mabel Normand, no qual Chaplin não vive o Vagabundo, mas o vilão da história. Normand e Chaplin estavam decidindo sobre uma gag para o filme na qual Chaplin tinha trabalhado durante algum tempo. “Nós estávamos em locação, nos subúrbios de Los Angeles, e Mabel queria que eu ficasse com uma mangueira molhando o chão para que o carro do vilão derrapasse. Eu sugeri que eu pusesse o pé sobre a mangueira prendendo a água e quando eu olhasse para baixo em direção ao bico, o jato de água sairia diretamente na minha cara. Mas ela me calou rapidamente dizendo ‘Não temos tempo! Não temos tempo! Faça como você disse'”.

Aquilo foi o bastante para Chaplin que não aceitou o que queriam que ele fizesse em cena: “Desculpe, senhorita Normand. Eu não vou fazer o que me disseram. Eu não acho que você é competente para me dizer sobre o que fazer”. Sennett ficou sabendo da discussão e estava decidido a despedir Chaplin no final daquela semana. Entretanto, no dia seguinte ele recebeu um telegrama de Nova York pedindo freneticamente por mais filmes de Chaplin. Sennett então tratou de colocar panos quentes sobre o assunto levando Normand e Chaplin para jantar. As filmagens terminaram e o filme foi lançado em 18 de abril de 1914.

Chaplin Twenty Minutes of LoveAquele momento de rebeldia de Chaplin se tornaria o seu primeiro passo para se tornar independente. Em seu filme seguinte, “Twenty Minutes of Love”, dirigido por Joseph Madden e lançado em 20 de abril de 2014, Chaplin já conseguiu usufruir de maior liberdade criativa, tanto que muitos historiadores acreditam que este foi de fato o primeiro filme que ele dirigiu. Oficialmente, a estreia de Chaplin como diretor veio com “Caught in the Rain”, lançado em 4 de maio de 1914. No filme, Chaplin interpretava um bêbado que perseguia a personagem de Alice Davenport dentro de um hotel. Foi um sucesso absoluto e desde então Chaplin não precisou mais trabalhar para ninguém, além de si próprio.

Como ator da Keystone, Chaplin parecia ter esgotado os estereótipos do cinema pastelão da época, entre bêbados, bolinadores e garçons atrapalhados, mas quando começou a dirigir a si próprio, ele criou um sentido de ritmo que fazia da comédia uma espécie de dança cuidadosamente coreografada, e revelou ao mundo um dom para sempre encontrar uma reviravolta inesperada em qualquer situação cômica capaz de subverter as expectativas do público – seja atrasando ou negando aquilo que o público ansiava por ver e em vez disso apresentando uma situação que ninguém havia pensado antes. Colocar dinheiro de seu próprio bolso – suas economias de uma vida inteira para garantir que seus filmes saíssem do jeito que ele queria – faria Chaplin se lançar como produtor e dono de seu próprio estúdio de cinema, a United Artists.

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Pode-se dizer que Chaplin filmava comédias como D.W. Griffith dirigia seus dramas, estabelecendo regras e ditando normas que formariam a cartilha básica para qualquer um que mais tarde resolvesse enveredar pela comédia ou pelo drama, respectivamente. Mesmo quando em seus filmes Chaplin parecia estar apenas fazendo variações sobre um mesmo tema como nos filmes em que atuou para Mack Sennett, a lógica interna de seus personagens criava uma sensação de expectativa que fazia com que o público fosse recompensado de forma mais gratificante no final, algo além daquilo que o absurdo e as surpresas de qualquer roteiro ofereciam.

“É evidente que Chaplin derrubou os limites da comédia em cada fase sucessiva de sua carreira, assim como Picasso derrubou os limites da arte em cada fase sucessiva de sua carreira”, escreveu Rick Levinson em seu “Ranking the Silent Comedians”: “Você tem que ter uma noção do que era a comédia antes, durante e após a carreira de Chaplin para ter uma noção do imenso impacto que ele fez sobre a cultura do século 20”.

Não era apenas uma questão de ver algo que ninguém nunca vira ou fizera antes de Chaplin. O público imediatamente percebeu que não só havia algo diferente em seus filmes, mas também que Chaplin tinha algo realmente especial para oferecer a ele durante aqueles anos de cinema mudo, e com quem apenas Douglas Fairbanks e Mary Pickford, seus futuros sócios na United Artists, poderiam concorrer em termos de bilheteria e fama.

Douglas Fairbanks e Mary Pickford

OS  PRIMEIROS REI E RAINHA DE HOLLYWOOD

Ela foi a primeira “namoradinha da América”, ele o primeiro rei de Hollywood. Juntos, Mary Pickford e Douglas Fairbanks se tornaram o casal mais celebrado da era silenciosa do cinema.

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Mary Pickford e Douglas Fairbanks já eram casados quando se conheceram em 1916. Ela era casada com Owen Moore, ator de segunda e alcóolatra inveterado, e ele era casado com a socialite Beth Sully, com quem teve um filho, Douglas Fairbanks Jr. Ambos mantiveram o romance em secredo durante anos até Mary conseguir o divórcio de Moore em Março de 1920, e Fairbanks se divorciar em novembro do ano anterior. Uma semana depois do divórcio assinado, Mary Pickford se casou com Douglas Fairbanks em uma cerimônia simples. O estado de Nevada, porém, contestou o divórcio (o problema não foi resolvido até 1922), e o casal temia uma repercussão negativa na mídia, mas os fãs celebraram a união e seguiam o casal onde quer que ele fosse. A lua-de-mel na Europa foi concorrida com os fãs cercando o casal nas ruas e obrigando ambos a permanecerem a maior parte do tempo no hotel.

pickfair_06A verdade é que além do enorme carisma, o casal Pickfair (uma tendência dos norte-americanos em unir os sobrenomes de casais famosos já vem desde aquela época) sabia como ninguém escolher os filmes que estrelavam. Mary Pickford e Douglas Fairbanks fizeram alguns dos filmes mais bem sucedidos do período do cinema mudo. Juntos com Charles Chaplin e D.W. Griffith fundaram o estúdio United Artists, em um esforço inédito de realizadores de cinema para terem o controle criativo total sobre seus filmes e de tirar uma fatia maior dos lucros. A UA foi fundada em 5 de fevereiro de 1919 para fazer frente às grandes corporações cinematográficas da época que já começavam a dominar o mercado. Como produtora independente, a UA atuava também na distribuição dos filmes, contratando e consagrando realizadores em começo de carreira como Walt Disney, Alexander Korda e David O. Selznick.

Mary e Douglas foram também os primeiros atores a imortalizar suas mãos em concreto na frente do Grauman’s Chinese Theatre. Em 1920, ele comprou um enorme terreno e reformou o lugar para erguer ali uma mansão de 22 quartos, batizada de “Pickfair”. Os dois artistas, atuando como uma espécie de embaixadores de Hollywood, promoviam festas luxuosas e se divertiam convidando para elas as personalidades mais importantes da época. Ser convidado para frequentar a Pickfair, era como ser admitido no círculo fechado da verdadeira realeza.

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Ironicamente, as atividades públicas nas quais o casal era frequentemente visto junto e que promoveram o romance secreto entre eles, também foram a razão de seu afastamento. Entre trabalho, negócios e carreira individual, o casal raramente tinha tempo para ficar a sós. Ao mesmo tempo em que envelheciam, tanto Mary quanto Douglas insistiam em continuar atuando em filmes como se tivessem a idade de seus personagens nas telas. Ela era sempre a menininha adolescente, tímida e sonhadora, ele sempre o jovem aventureiro e fanfarrão. Não conseguindo dar um novo rumo às suas carreiras, e já no advento do cinema sonoro, as carreiras de ambos se desvaneceram. Tanto Mary quanto Douglas começariam casos extraconjugais. Ainda em 1927, no set de “Meu Único Amor”, Mary conheceu e se apaixonou pelo galã Charles “Buddy” Rogers, doze anos mais novo do que ela, que vinha do sucesso estrondoso obtido em “Asas”, filmado no mesmo ano. Durante uma viagem à Europa, Fairbanks começou um romance com a socialite inglesa Lady Sylvia Ashley. Ao saber do caso, Mary Pickford pediu o divórcio, que veio em 1933.

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Mary declarou que Douglas era “o garoto que nunca cresceu” e “na sua vida particular, Douglas sempre enfrentou essa situação da única maneira que conhecia, fugindo dela”. Douglas Fairbanks se casou com Lady Ashley logo após o divórcio com Mary, e continuou casado com ela até sua morte, em dezembro de 1939 de ataque cardíaco, aos 56 anos. Suas últimas palavras foram “Eu nunca me senti melhor”. Após o divórcio com Fairbanks, Mary e Charles Rogers se casaram em 1937, e moraram juntos na mansão Pickfair, que ficou para Mary na divisão dos bens. Mary aposentou-se das telas em 1933, mas continuou trabalhando na produção de filmes. Devido à um aborto sofrido na juventude, Mary não podia ter filhos e o casal adotou um menino, Ronald, e uma menina, Roxanne, nos anos 40. Nessa época, Mary raramente era vista em público e aos poucos foi se tornando reclusa. Em 1952 ela e Chaplin venderam a United Artists para Arthur Krim. mais tarde o estúdio seria comprado pela MGM. Mary Pickford morreria em 1979, aos 87 anos de idade.

Em todos os anos em que estiveram em frente às telas, o casal Mary Pickford e Douglas Fairbanks atuou junto pouquíssimas vezes. Seus rostos são vistos em cena de multidão em “Ben-Hur”, de 1925. No filme “Black Pirate”, estrelado por Douglas Fairbanks, no final da trama, quem o ator abraça não é a co-protagonista Billie Dove, mas sim a sua esposa Mary Pickford (não creditada). Em 1927, o filme russo “A Kiss From Mary Pickford”, dirigido por Sergei Komarov, utilizava cenas da visita do casal à URSS. Na história, ambos surgem como eles mesmos. Em “The Gaucho”, novamente estrelado por Fairbanks, Mary faz uma participação não creditada como a Virgem Maria.

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O único filme realmente estrelado pelo casal viria apenas em 1929, já no período sonoro, “The Taming of the Shrew”, uma comédia romântica baseada na peça de William Shakespeare. Foi uma tentativa de ambos salvarem suas carreiras, já em franco declínio. O filme, porém, foi um fracasso de bilheteria. Mary ainda faria mais dois filmes, “Kiki” e “Secrets”, antes de sair de cena. Fairbanks seria visto ainda em “Reaching for the Moon” (1930), “Around the World in 80 Minutes” (1931), “Mr. Robinson Crusoe” (1932) e “The Private Life of Don Juan” (1934).

Em janeiro de 1988, a mansão Pickfair, que estava em posse de Jerry Buss, dono do Los Angeles Lakers, foi vendida para a famigerada atriz Pia Zadora e seu marido, o negociante Meshulam Riklis. Ela mandou colocar tudo abaixo para construir sua própria residência, segundo ela por estar “cheia de cupins”. E assim foi destruída uma das últimas remanescências da idade de ouro do cinema norte-americano.