Clássicos: As Aventuras de Robin Hood (1938)

AS AVENTURAS DE ROBIN HOOD

adventuresofrobinhood_1Título Original: The Adventures of Robin Hood
País: Estados Unidos
Ano: 1938
Duração: 102 min.
Direção: Michael Curtiz
Elenco: Errol Flynn, Olivia de Havilland, Basil Rathbone, Claude Rains, Patric Knowles, Eugene Pallette, Alan Hale, Melville Cooper, Ian Hunter, Una O’Connor, Herbert Mundin, Montagu Love, Leonard Willey, Kenneth Hunter, Robert Warwick, Colin Kenny, Lester Matthews, Harry Cording, Howard Hill, Ivan Simpson, Robert Noble, Charles McNaughton, Lionel Belmore, Austin Fairman, Crauford Kent.
Sinopse:
Na Inglaterra do século XII, justiceiro se esconde nas florestas de Sherwood enquanto rouba dos ricos para dar aos pobres durante a regência do tirânico Príncipe John, que se apoderou do trono de Ricardo Coração de Leão.

Clássica versão da lenda do ladrão e rebelde Robin Hood pelo húngaro Michael Curtiz, um dos mais prolíficos diretores de todos os tempos. O carisma do astro Errol Flynn encaixou-se perfeitamente ao personagem e ao lado de Olivia de Havilland ele consagrou uma parceria que durou por vários filmes. Direção ágil, montagem perfeita, belíssima fotografia em cores e direção de arte impecável, além da mistura de romantismo e humor irresistível e esplêndidas seqüências de ação ao som da música de Erich Wolfgang Korngold, sublinhando um duelo de espadas memorável, fizeram deste um dos maiores filmes de aventura já realizados. Foi premiado com os Oscars de montagem, música e direção de arte para Carl Weyl.

Um dos maiores filmes de aventuras já produzidos

É muito difícil concluir qual o melhor filme de aventuras estrelado por Errol Flynn: “Captain Blood”, “The Sea Hawk” ou este “The Adventures of Robin Hood”. Certamente seria mais fácil concluir que “The Adventures of Robin Hood” é o filme mais famoso de toda a carreira de Flynn, graças a uma popularidade que atravessa décadas e gerações. Entre todas as versões da lenda de Robin Hood já filmadas por Hollywood, desde o clássico silencioso com Douglas Fairbanks até o recente filme de Ridley Scott estrelado por Russell Crowe, passando pela versão famosa com Kevin Costner em 1997, este é sem dúvida a mais charmosa, encantadora, romântica e irresistível de todas. Pouco importa a história mais do que conhecida do nobre que perdeu seus bens e títulos por conta do maligno Príncipe John e sua corte, mas que se refugia na floresta de Sherwood e reúne um bando de homens com o objetivo de equilibrar a economia local tirando dos ricos para dar aos pobres até o Rei Ricardo Coração de Leão retornar das cruzadas para devolver a ordem ao reino.

O filme dirigido por Michael Curtiz em 1938 é muito mais do que a narrativa perfeita de uma lenda imortal. Aqui está imortalizado um dos casais mais famosos das telas em todos os tempos: Errol Flynn e Olivia De Havilland, que se consagraram nos oito filmes que fizeram juntos entre 1935 e 1941. Flynn estava então no melhor de sua forma atlética, não só na desenvoltura para os tipos heróicos que marcaram sua carreira, mas também com aquele charme envolvente com que fazia o público feminino suspirar fundo nas salas de cinema. Por sua vez, Olivia De Havilland, um ano antes de “E o Vento Levou”, já demonstrava ser uma atriz completa, que além de um talento nato para atuar ainda iluminava a tela com sua beleza e olhar encantadores. Uma atriz de carreira longa e que sobreviveu a todos os envolvidos na produção do filme, Olivia De Havilland lutou durante toda a carreira com os estúdios para obter papéis onde ela seria mais do que a heroína indefesa à espera de seu amado para livrá-la do perigo. Ela sabia desde cedo o seu valor e o seu talento e tem um par de Oscar para provar isso.

Coube ao húngaro Michael Curtiz, um dos mais versáteis cineastas que Hollywood já conheceu, administrar todo esse patrimônio artístico e técnico envolvido. Para tanto, contribui de forma decisiva a fotografia esplêndida de Sol Polito (substituindo Tony Gaudio quando algumas cenas já haviam sido filmadas, sob a direção de William Keighley, substituído por Curtiz) em cores vivas e precisas, ainda há poucos anos apenas do advento do Technicolor. Não se sabe ao certo até que ponto a contribuição de Sol Polito foi fundamental para o ritmo da narrativa, apenas que em alguns momentos do filme a fotografia beira o sublime, seja pelos enquadramentos elegantes, a mise-en-scene ágil e o memorável duelo final em que seus antagonistas têm suas sombras projetadas na parede do castelo. Um momento de rara inspiração, que continua influenciando gerações de cineastas, tudo pontuado pela música vibrante de Erich Wolfgang Korngold, um dos maiores compositores que o cinema já conheceu.

Os papéis de pequeno porte são verdadeiramente memoráveis. Os melhores momentos cômicos do filme vêm de Melville Cooper, o Xerife de Nottingham e de Herbert Mundin e Una O’Connor, respectivamente Much, o filho de Miller do bando de Robin Hood, e a empregada de Lady Marion. Herbert Mundin foi o primeiro do elenco a morrer, em um acidente de carro há apenas dois anos após o filme ter terminado. Ele era um homem engraçado que viveu tipos nervosos no cinema, mas que aqui tem um momento decisivo para o destino da história em um ato de soberba bravura. Basil Rathbone e Claude Rains fazem um ótimo par de vilões como o Príncipe John e Guy de Gisborne. Rains cobiça o trono, e Rathbone cobiça Marion. Ambos fornecem o toque certo de ameaça em performances convincentes.

Os três prêmios Oscar que recebeu em 1938 apenas confirmam os méritos técnicos do filme, mas somente assistindo a “The Adventures of Robin Hood” o espectador terá certeza de que este é um dos maiores filmes de aventuras já feitos e uma lição de cinema que qualquer cineasta que se acha capaz de construir uma versão desta lenda à altura do trabalho de Michael Curtiz deveria primeiramente aprender.

Curiosidades sobre um clássico inspirador mas até hoje inigualável

Segundo fontes da época, em 1935 a Metro-Goldwyn-Mayer teria pago 62.500 dólares para o espólio de Reginald de Koven pelos direitos de filmagem da música que ele compôs para a opereta “Robin Hood”. Foi a maior quantia já paga por um estúdio por direitos musicais. A MGM já tinha comprado os direitos da história da Warner, que detinha os direitos desde a época do cinema mudo e apesar dos planos de o estúdio de estrelar um filme com o grande casal das telas na época Jeanette MacDonald e Nelson Eddy, a opereta nunca foi filmada pela MGM. Em 1936, a Warner começou a se desenvolver o projeto, readquiriu os direitos e James Cagney foi originalmente cogitado para estrelar como Robin Hood, com Guy Kibbee como Frei Tuck. O chefão Hal B. Wallis, observando Cagney andando pelos sets de filmagem, acabou decidindo por escalar Errol Flynn para o papel-título. Por sua vez, Jack Warner chegou a considerar Anita Louise para o papel de Marian.

A Warner Bros produziu “As Aventuras de Robin Hood” por dois milhões de dólares, o maior orçamento até então. Quando Michael Curtiz substituiu William Keighley praticamente no meio das filmagens, Sol Polito veio com ele, substituindo o fotógrafo Tony Gaudio. O estúdio havia escolhido Keighley (que havia dirigido Errol Flynn um ano antes em “O Príncuipe e o Mendigo) por conta de sua experiência anterior com o Technicolor em “God’s Country and the Woman”, de 1937, mas quando de sua substituição, ele já havia dirigido a maioria das cenas de locação em Chico, na Califórnia, enquanto Curtiz dirigiu o restante do filme. Segundo sua autobiografia, Hal B. Wallis substituíra Keighley porque sentiu que as cenas de ação filmadas por ele eram ineficazes. Ele optou por chamar Michael Curtiz, que foi o responsável por lançar Errol Flynn ao estrelato no vibrante “Capitão Blood” e em seguida consolidou sua posição como astro de ação em “A Carga da Brigada Ligeira”. Curiosamente, Errol Flynn não gostou da substituição, primeiro porque era amigo de Keighley, e segundo porque achava o método de trabalho de Curtiz muito ditatorial.

O elenco e a equipe de filmagem ficaram nas locações no Chico’s Bidwell Park durante seis semanas e o concurso do arco foi encenado no Busch Gardens, em Pasadena, na Califórnia. O diretor de segunda unidade B. Reeves Eason foi enviado a Chico perto do final de outubro para filmar cenas de ação que não envolviam os principais atores a fim de encurtar o cronograma de filmagens, segundo a autobiografia de Wallis. O diretor de Arte Carl Weyl construiu algumas árvores artificiais para aumentar o Bidwell Park. Como a grama e os arbustos foram retirados devido aos riscos de incêndio, grama artificial foi usada para substituí-los. Diante do enorme do sucesso do filme quando de sua estreia, a Warner previu uma sequela do filme, também estrelada por Errol Flynn e com Michael Curtiz na direção, mas este projeto nunca foi adiante.

O mestre belga da esgrima Fred Cavens e seu filho Albert tutelaram o elenco nas rotinas com a espada. Por sua vez, o especialista em tiro com arco Howard Hill fez as cenas onde sua perícia era exigida. O estúdio pagou aos dublês e figurantes cerca de US$ 150 por cena para deixarem Hill atingi-los com as setas. Errol Flynn fez a maior parte de suas cenas de ação dispensando dublês, com exceção de um salto com as mãos amarradas atrás das costas e um outro pulo até a parte traseira de um cavalo, seu balanço até o portão de Nottingham e sua queda para o outro lado.

Embora as fontes modernas geralmente se refiram a este filme como o primeiro lançamento da Warner em Technicolor de três bandas, esta honra realmente vai para “Onde o Ouro Se Esconde” (Gold Is Where You Find It), que entrou em produção antes de “As Aventuras de Robin Hood” mas só foi lançado vários meses depois. Segundo o IMDb, só haviam 11 câmeras em Technicolor em Hollywood, e todas elas foram usadas no filme. Mais uma curiosidade: Alan Hale interpretou Little John, na versão de 1922 estrelada por Douglas Fairbanks e voltou a interpretá-lo novamente em “Rogues of Sherwood Forest”, lançado pela Columbia em 1950. O editor Ralph Dawson, o diretor de arte Carl Weyl, e o compositor Erich Wolfgang Korngold ganharam um Oscar por seus trabalhos neste filme, que foi nomeado para Melhor Filme de 1938. “As Aventuras de Robin Hood” foi o grande arrasa-quarteirão do ano, batendo o recorde do dia de estreia no Radio City Music Hall, arrecadando US $ 14.000.

A lenda de Robin Hood tem sido a base para vários filmes. O primeiro foi um filme de um rolo feito nos Estados Unidos em 1908 sobre o qual muito pouco se sabe. Um filme britânico, “Robin Hood and His Merry Men”, foi feito no mesmo ano. Outra versão foi feita pela Thanhouser Film Corporation em 1913, estrelado por William Russell. A quarta versão foi dirigida por Allan Dwan para a United Artists, em 1922, estrelada por Douglas Fairbanks. A RKO e a Walt Disney Productions co-financiaram o britânico “The Story of Robin Hood”, em 1952. Esta produção foi estrelada por Richard Todd e foi dirigida por Ken Annakin. Em 1961, a Columbia lançou “Sword of Sherwood Forest”, estrelado por Richard Greene, que também atuou na série de televisão de “Robin Hood” transmitida pela rede CBS de 1955-58. Em 1964, a Warner produziu “Robin and the Seven Hoods”, dirigido por Gordon Douglas e estrelado por Frank Sinatra, Dean Martin e Sammy Davis, Jr. A produção britânica, “A Challenge for Robin Hood”, foi feita pela Hammer em 1967 e estrelado por Barrie Ingham e Guy Hamilton. Em 1973, a Walt Disney lançou um desenho animado “Robin Hood”, dirigido por Wolfgang Reigherman e com as vozes de Brian Bedford e Peter Ustinov. “Robin e Marian”, feito pela Columbia em 1976, foi estrelado por Sean Connery e Audrey Hepburn como os amantes no envelhecimento. Em 1991, a Morgan Creek lançou “Robin Hood: Príncipe dos Ladrões”, estrelado por Kevin Costner e dirigido por Kevin Reynolds. Uma versão da televisão americana, intitulada “As Aventuras de Robin Hood” e estrelada por Patrick Bergin e Uma Thurman foi lançado nos cinemas no exterior pela 20th Century Fox. Em 2009, o diretor Ridley Scott realizou uma nova versão, estrelada por Rusell Crowe e Cate Blanchet.

IMDb: http://www.imdb.com/title/tt0029843/

Trailer:

Galeria de Imagens:

Links para Download As Aventuras de Robin Hood dublado AVI*:

BITSHARE
DEPOSITFILES
UPLOADED
**

* AVISO: Os arquivos de mídia foram disponibilizados por outras pessoas em outros locais da Internet e estão sujeitos a leis de propriedade, podendo ser removidos de seu local de origem a qualquer momento. O Blog apenas utiliza os links já existentes.
** DICA: O servidor Uploaded mudou a forma de download no modo FREE. Agora desmarque a opção Downloadmanager logo abaixo da Captcha para baixar o arquivo sem o gerenciador de download.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: