Diretores: Rouben Mamoulian

ROUBEN MAMOULIAN

Nome: Rouben Zachary Mamoulian
Nascimento e local: 8 de Outubro de 1897, Tiflis, Rússia (atual Tbilisi, Georgia)
Falecimento e local: 4 de Dezembro de 1987, Hollywood, Califórnia
Ocupação: Diretor de Cinema e Teatro
Casamento: Azadia Newman (1945-1987)

Com a possível exceção de Stanley Kubrick, nenhum diretor que trabalhou no sistema de estúdios de Hollywood nunca exerceu mais influência sobre todo o campo do cinema, e as sensibilidades do público, do que Rouben Mamoulian.

mamoulian-3

Uma carreira que influenciou toda a indústria do cinema

Com uma produção de apenas 16 filmes em 30 anos, Rouben Mamoulian, nascido russo descendente de armênios, trabalhando como diretor e produtor em grande parte do tempo, conseguiu gerenciar uma série de filmes clássicos entre musicais, dramas, ação e aventura, e também esteve envolvido no planejamento e tudo o mais referente a quase todos os filmes em que trabalhou.

Rouben Mamoulian nasceu em Tbilisi – território de maioria armênia – na Geórgia, região da Rússia, em 1897. Ele freqüentou uma universidade em Moscou, estudou direito, mas não por muito tempo, pois logo decidiu juntar-se ao Second Studio at the Moscow Art Theater. Foi durante o treinamento precoce de Mamoulian como ator e diretor que ele aprendeu a importância do ritmo – e sobretudo a “estrutura” do ritmo – na criação e na elaboração de uma obra para o palco. Ele foi inicialmente um ator, mas logo voltou-se para dirigir e produzir, e conseguiu essas suas primeiras atribuições em Londres em 1922. Mamoulian foi muito bem sucedido e ofertas de novos trabalhos não tardaram em chegar, entre elas uma totalmente inesperada, um convite vindo de Rochester, Nova York. A região à oeste de Nova York representava uma área de pessoas de grandes posses e grandes empresas, como a casa da Eastman Kodak Company. Rochester estava no meio de um processo furioso de impor-se artisticamente por seus próprios meios. Havia residentes ricos com todo o tempo em suas mãos e uma inclinação enorme para a cultura, vivendo de passeios ao meio-dia em Nova York, e eles queriam que a cultura chegasse até seu quintal, e o mais rico e mais ambicioso de todos os moradores da cidade foi George Eastman, fundador da empresa que levava seu nome de família. Ele estava no processo de elaboração do American Opera Company, em Rochester, e ofereceu a Mamoulian a grande oportunidade de organizar e direcionar a um novo tipo de teatro.

mamoulian-4

Mamoulian passou mais de dois anos dirigindo óperas e operetas de Wagner, Debussy, Lehar, e Gilbert & Sullivan. Estas produções foram ferozmente inventivas, mais marcantes por suas apresentações do que por sua música, pois neles Mamoulian reuniu dança, teatro, música, poesia e tudo sob as concepções mais ousadas de iluminação, coreografia e cenografia já vistos até então. Seu trabalho em Rochester veio a se notar, em Nova Iorque e o levou a ser contratado pelo Theatre Guild – que brevemente retornou a Londres em meados dos anos 20, mas que estava de volta a Nova York para dirigir “Porgy”, a obra dramática somente com negros que tomou o mundo do teatro de assalto em 1927, e levou à criação da ópera de George Gershwin “Porgy and Bess”, que Mamoulian também dirigiu. Em seguida, ele conquistou um enorme sucesso com “Marco Millions”, de Eugene O’Neill, e tornou-se o diretor preferido de O’Neill a partir desse ponto.

mamoulian-dietrich-22-november-1935
Foi essa série de trabalhos que pavimentou o caminho para a sua mudança para Hollywood com o advento do som no final da década. A meca do cinema estava na necessidade desesperada de diretores que pudessem trabalhar confortavelmente com essa nova tecnologia e ainda tivessem criatividade para desenvolver as produçõe dos novos filmes sonoros, e as produções levadas ao palco por Mamoulian estavam entre aquelas com o uso mais inventivo do som, bem como abordagens ousadas de contar suas histórias em narrativas que jamais tinha sido visto. Por recomendação de Walter Wanger, o futuro produtor de filmes (até então também no Theatre Guild), a Paramount Pictures contratou Mamoulian, oficialmente como revisor de roteiros. Ele imediatamente se insuflou do cargo insignificante e disse aos dois chefões da Paramount, Adolph Zukor e Jesse L. Lasky, que ele queria dirigir, e que ele iria trabalhar em todo o processo, observando como diretores estabelecidos e cinematografistas faziam seus trabalhos, como os técnicos de som realizavam seus trabalhos, e como funcionava o processo de montagem de um filme, e qualquer outra coisa que ele precisava saber e aprender sobre tudo que se elacionava à criação cinematográfica. Tal era a sua reputação a partir desta fase, que os dois chefões concordaram prontamente com sua idéia, pensando que em seis meses ou menos, ele voltaria até eles, disposto a colocar as próprias mãos na criação de um filme.

O primeiro filme foi também o primeiro grande êxito

Cerca de cinco semanas mais tarde, Mamoulian disse a eles que estava pronto para dirigir seu primeiro filme. O resultado foi “Applause” (1929), que provou estar entre os melhores, mais difíceis e mais complexos filmes do início da era do cinema falado. Era um musical dramático que se passava nos bastidores, envolvendo cerca de duas gerações de mulheres de uma família à margem do negócio do entretenimento e o circuito de pobreza do teatro burlesco. Helen Morgan, então entre as atrizes no topo do mundo, devido ao seu triunfo em “Show Boat”, foi a estrela, mas Mamoulian imaginou seu papel no filme de uma maneira que seria impensável para qualquer atriz que tivesse uma imagem a zelar. Ele tinha a mais glamorosa das atrizes para  assumir o papel de uma mãe bem-intencionada, porém descuidada, desleixada,  solteira e que sobrevivia como uma artista de terceira categoria num espetáculo burlesco decadente, sem um traço do glamour dos papéis aos quais estava acostumada e havia acostumado o público a reconhecê-la nas telas. Mas o que o público e o estúdio que ainda duvidava da escolha de Mamoulian testemunharam foi uma performance magnífica em um drama vivo, porém feio e decadente, um musical sem um único número musical completo nele, na qual os números musicais nada mais são do que panos de fundo incidentais para o drama e a narrativa convencional.

mamoulian-becky-sharp-1935

Em 1929, ano em que muitos cineastas estavam lutando para descobrir a melhor forma de usar o som – e em que o componente sonoro de muitos filmes era inserido posteriormente, comprometendo seriamente a sua narrativa – Mamoulian estreou com um filme em que o som estava totalmente integrado em sua narrativa, e em que a câmera estava sempre em movimento, uma habilidade que tinha sido perdida para a maioria dos cineastas com a chegada do microfone. Em sua visão, ele quase perdeu a oportunidade de dirigir, devido a uma disputa com o cameraman George Folsey e do departamento de som sobre a filmagem de uma cena dramática fundamental – em vez disso, Mamoulian revolucionou a fotografia dos filmes sonoros com sucesso a partir da introdução de um segundo microfone na cena, para gravar o diálogo a partir de uma fonte separada que seria posteriormente misturada com o diálogo principal. E em meio a lisura técnica e toda essa  inovação, Mamoulian foi visualmente, estilisticamente inventivo e ousado -, ele ainda teve a coragem de em sua abordagem da história fazer as dançarinas e coristas parecerem gordas e feias, enquanto as freiras pareciam elegantes e graciosas.

mamoulian-dunne-high-wide-and-handsome-1937

”Applause” era caro de fazer e complicado para o estúdio em alguns de seus atributos, mas foi um sucesso de crítica e de bilheteria. Ao longo dos anos seguintes, Mamoulian provou ser uma das vozes mais distintas na direção em Hollywood, e entre os mais originais realizadores, em uma indústria na qual o produtor e o estúdio tendem a dominar até mesmo alguns dos talentos mais criativos. Ao longo dos próximos anos, ele entregou alguns dos mais ousados e visualmente excitantes filmes nas áreas de thrillers  (“City Streets”, 1931), horror (“Dr. Jekyll e Mr. Hyde”, 1931), musicais (“Love Me Tonight”, 1932) e dramas de época (“Queen Christina”, 1933), bem como uma das primeiras utilizações do recém-criado Technicolor já feitos em Hollywood, “Becky Sharp” (1935).

dr-jekyll-mamoulian-1931Muitos desses filmes apresentam impressionantes inovações estilísticas e técnicas que percebemos comumente hoje: o uso de voz em monólogos subjetivos, refletindo os pensamentos do personagem, como em uma dos momentos mais dramáticos de “City Streets”,  os planos em diagonal e efeitos split-screen em “Dr. Jekyll e Mr. Hyde”, e o desenho de cores ao longo de “Becky Sharp”, entre os primeiros usos das cores para o efeito dramático em um filme. E, ainda, para todos os seus conhecimentos sobre o lado técnico, estrutural e visual do cinema, Mamoulian também permitiu que os artistas se sobressaíssem da melhor forma que pudessem: Helen Morgan deu uma das melhores performances de sua carreira em “Applause” e Gary Cooper deu mais um passo importante em direção ao estrelato nas telas, como “The Kid” em “City Streets”; mostrando um grande carisma e uma atuação que ainda impressiona quase 80 anos depois, Fredric March ganhou o Oscar de melhor ator no filme de terror “Dr. Jekyll e Mr. Hyde”, e grande parte da persona que marcaria a carreira de Greta Garbo durante décadas, foi definido por seu trabalho em “Queen Christina”.

Há alguns temas marcantes e em comum nestes primeiros filmes de Mamoulian, em termos de assunto, que vão para a essência dos próprios filmes. Todos estes filmes apresentam lutas pessoais de seus personagens principais sobre a dualidade de sua natureza como seres humanos: a artista burlesca em “Applause”, que se vê como muito mais atraente do que ela realmente é, tentando ser uma mãe responsável, o herói e a heroína de “City Streets”, tentando permanecer incorruptos, o herói de “Dr. Jekyll e Mr. Hyde” arriscando sua reputação e, finalmente, a sua vida tentando provar a dualidade da natureza do homem, e da heroína em “Rainha Christina”, resistindo as obrigações de ser uma mulher de nobre nascimento. E mesmo em seus filmes posteriores, como “Golden Boy”, a escolha do assunto é clara – o personagem Joe Bonaparte de William Holden se esforça para prosseguir a vida como um violinista ou fazer dinheiro rápido no ringue de boxe. Como diretor, Mamoulian parecia ter sua criatividade estimulada por essas escolhas e dualidades, filme após filme.

De volta à Broadway e filmes ocasionais

Mamoulian interrompe com sua carreira no cinema para retornar à Broadway, onde ele continuou a gozar de uma seqüência ininterrupta de sucessos no palco, incluindo “Porgy and Bess” de Gershwin. Em Hollywood, por outro lado, a sua carreira fraquejou um pouco depois de “Becky Sharp”, pelo menos comercialmente, no final da década de 1930.

freund-mamoulian-holden-menjou-stanwyck-golden-boy-1939

Mamoulian foi levado à Columbia Pictures para dirigir a adaptação cinematográfica da “Golden Boy”, de Clifford Odets, o primeiro trabalho da companhia radical chamada o Group Theater a ser traduzido para a tela – foi um fracasso comercial, apesar da presença de Barbara Stanwyck e Adolphe Menjou nesse assunto parecendo pão com manteiga, um drama sobre boxe. Mas logo Mamoulian estava de volta ao comando de um grande sucesso um ano depois com “The Mark of Zorro” (1940), estrelado por Tyrone Power, Linda Darnell e Basil Rathbone, para a 20th Century Fox, considerado hoje como um dos melhores exemplos de filmes-diversão já feitos por esse grande estúdio. A este Mamoulian seguiu um ano mais tarde com sua criação mais deslumbrante em termos visuais, o drama “Blood and Sand” (1941), criado no contexto do século 19 sobre touradas espanholas, e, novamente estrelado por Power e Darnell. O uso que Mamoulian faz da cor no filme foi influenciado pela obra de Goya, El Greco e Murillo, constituindo-se em uma das experiências mais marcantes da sua carreira.

mamoulian-garbo-queen-christina-1933

mamoulian-garbo-queen-christina-1933-2

mamoulian-queen-christina-set

mamoulian-queen-christina-set-2

Por todos esses sucessos – e ele tinha muito mais hits de bilheteria do que os perdedores de dinheiro, seja na década de 1930 e também ao longo de sua carreira – Mamoulian foi o tipo de talento que fez os chefões de estúdio nervosos. Eles amavam os resultados que ele entregava e apreciavam o seu gênio, mas também sentiam que ele arriscava muito em termos de dinheiro, com suas filmagens e edições complicadas, e que seu trabalho era muito experimental e muito na vanguarda do que as audiências  da época poderiam aceitar. Na década de 1930, que ainda eram tempos de crescimento da indústria cinematográfica após a crise inicial da Grande Depressão ter passado, tudo foi muito bem, mas durante a Segunda Guerra Mundial, com todo rigor sobre custos e reservas econômicas destinadas aos esforços de guerra, e depois da guerra (com o espectro da televisão ameaçando o negócio cinematográfico, em que pesquisas indicavam uma forte queda no comparecimento do público em um futuro próximo), os executivos dos estúdios tinham um pouco menos de confiança em sua maneira de trabalhar. Além disso, desde os seus primeiros dias na Paramount Pictures como diretor, Mamoulian era conhecido por sua natureza inflexível e sua vontade de tomar por si só o leme do barco, em busca de um objetivo mais criativo e desafiador, atributos que, mesmo para um profissional com um currículo de sucesso como o dele, nem sempre o deixavam como a primeira escolha para vários projetos, ou uma escolha insubstituível.

mamoulian-high-wide-and-handsome-1937

Mamoulian foi escolhido para dirigir o clássico filme noir “Laura” (1944) na Fox, mas devido a um desentendimento com o produtor Otto Preminger sobre um elemento-chave do filme – a pintura de Laura Hunt, interpretada por Gene Tierney e que devia dominar a consciência de uma das outras personagens-chave da trama, e ser a peça central de muitas outras cenas – ele acabou renunciando e entregando o filme para Preminger dirigir. Entretanto, ao longo dos anos 40, Mamoulian ocupou-se do teatro, dirigindo a produção original da Broadway “Oklahoma!”, “Carrossel” (que lhe valeu o Prêmio Donaldson como Melhor Diretor de 1945), “Sadie Thompson”, “St. Louis Woman” e “Lost in the Stars”.

royle-mamoulian-huston-summer-holiday-1948

Com a exceção de “Summer Holiday” (1948) – com base em “Ah, Wilderness”, de Eugene O’Neill – Mamoulian ficou ausente das telas do cinema para mais de uma década, embora no meio do período ele tenha sido estranhamente creditado. Em 1950, ele foi contratado por David O. Selznick para refazer partes de um filme britânico de Michael Powell e Emeric Pressburger chamado “Gone to Earth”, estrelado por Jennifer Jones e David Farrar, os escritores, produtores e diretores conhecidos por seu filme “The Red Shoes”, e seu chefe de estúdio, Sir Alexander Korda, tinha entrado em um acordo de co-produção com Selznick, mas este estava descontente com grande parte de “Gone to Earth” e exerceu seus direitos, relativos à liberação do filme nos Estados Unidos, e refazer partes do mesmo. A versão de Mamoulian (ainda creditada a Powell e Pressburger, mas nunca mencionando o nome dele), foi intitulada “The Wild Heart”, e é geralmente tratado como uma entidade cinematográfica separada de seu original britânico. Michael Powell, por seu lado, sempre elogiou o trabalho Mamoulian sobre as cenas refilmadas e lamenta que, se era para ser feito, então Mamoulian foi a melhor escolha para fazê-lo, dentro qualquer diretor em Hollywood.

mamoulian-astaire-charisse-silk-stockings-1957

Em 1957, Mamoulian retornou a Hollywood para dirigir “Silk Stockings” (Meias de Seda”, famoso musical estrelado por Fred Astaire, Cyd Charisse e Janis Paige, adaptação para o cinema do que provou ser sucesso da última fase de Cole Porter, uma adaptação musical de “Ninotchka”. Foi um sucesso – foi também seu primeiro filme em Cinemascope, e provou que ele poderia trabalhar criativamente com a imagem widescreen da mesma forma que ele teve com o filme sonoro em seu começol. Infelizmente, também era para ser seu canto de cisne em Hollywood. Mamoulian foi contratado por Samuel Goldwyn para dirigir a adaptação para o cinema de “Porgy and Bess”, e ele fez um planejamento extenso sobre o filme, mas antes de começar a filmar, um incêndio destruiu os sets cuidadosamente preparados, e desentendimentos entre o diretor e Goldwyn forçaram a saída de Mamoulian – para ser substituído, como em “Laura”, por Otto Preminger, que engavetou a roteiro de Mamoulian. Mamoulian também foi o diretor original contratado para a produção conturbada de “Cleópatra”, estrelada por Elizabeth Taylor, mas a produção cheia de litígios e problemas orçamentais obrigou-o a sair do quadro, que eventualmente levou três anos para ser concluído por outras mãos, e que se tornou uma produção notoriamente cara, um fracasso colossal que quase levou a 20th Century Fox à falência.

Nas últimas décadas de vida Mamoulian passou a trabalhar no palco, e na escrita – em 1964, ele publicou um livro infantil, “Abigayil, The Story of the Cat at the Manger” – enquanto os filmes não surgiam. Como as gerências de estúdio mudaram, ele foi esquecido, apesar de seu registro único de sucessos, o diretor parecia ter pouca importância para os chefões da época. Mamoulian ocupou-se em escrever e colecionar livros e pinturas, compondo música (era era um exímio violinista), e se divertindo.

mamoulian-1

Mamoulian faleceu em 1987, mas seus melhores filmes continuam a ser revistos e re-lançados em video. “Love Me Tonight”, talvez o melhor de seus filmes, é um exemplo de filmagem e narrativa cinematográfica e possui tantos aspectos positivos, em termos de narrativa visual e áudio, que ainda impressiona os espectadores do século e é considerado um forte candidato a melhor musical já feito, há cerca de oito décadas após seu lançamento. Mesmo a sua versão de “Dr. Jekyll e Mr. Hyde”, que foi suprimida pela MGM logo após o estúdio ter adquirido os direitos para um remake estrelado por Spencer Tracy, também vem conquistando um novo público, após o seu relançamento em vídeo e redescoberta na década de 1980.

Filmografia
mamoulian-21929 – Applause
1931 – City Streets
1931 – Dr. Jekyll and Mr. Hyde
1932 – Love Me Tonight
1933 – Queen Christina
1933 – The Song of Songs
1934 – We Live Again
1935 – Becky Sharp
1936 – The Gay Desperado
1937 – High, Wide, and Handsome
1939 – Golden Boy
1940 – The Mark of Zorro
1941 – Blood and Sand
1942 – Rings on Her Fingers
1944 – Laura (não-creditado)
1948 – Summer Holiday
1952 – The Wild Heart
1957 – Silk Stockings

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: