Filmes: Shane – Os Brutos também Amam (1953)

shane_1OS BRUTOS TAMBÉM AMAM
Título Original: Shane
Origem: Estados Unidos
Ano: 1953
Duração: 118 min.
Direção: George Stevens
Elenco: Alan Ladd, Jean Arthur, Van Heflin, Brandon De Wilde, Jack Palance, Elisha Cook, Jr., Ben Johnson, Edgar Buchanan.
Sinopse:
Shane é um pistoleiro solitário que chega a um vilarejo e decide ajudar um casal de pequenos proprietários locais contra um rico fazendeiro e explorador. Ao mesmo tempo em que ganha a admiração do filho do casal, ao encarar a batalha decisiva, Shane (Alan Ladd) vê o final de seu próprio estilo de vida.

A lendária versão do mais perfeito mito do gênero western, do aclamado diretor de “Assim Caminha a Humanidade” e “Um Lugar ao Sol”, George Stevens. “Shane” recebeu seis indicações para o Oscar (ganhou o de melhor fotografia) e transformou-se num dos grandes clássicos do cinema americano. O filme é uma emocionante fábula sobre o Bem e o Mal, na qual Shane é o padrão pelo qual são comparados os pistoleiros solitários do velho western americano com os cavaleiros medievais do continente europeu. Destaques para a fotografia em Technicolor de Loyal Griggs, o tema musical de Victor Young, o confrontoentre o herói Allan Ladd e o vilão Jack Palance no saloon. O menino Brandon De Wilde morreu em 1972, aos 30 anos, em um acidente automobilístico, e interpreta um dos mais tocantes personagens infantis do cinema.

Um dos últimos grandes westerns do cinema norte-americano

Para John Ford, o western era o gênero cinematográfico por excelência. Para muitos críticos e cineastas, é o melhor representante da mitologia em que a América se fundamentou para tornar-se a nação que é hoje. É natural que alguns dos grandes filmes de todos os tempos sejam westerns, como “No Tempo das Diligências” ou “Rastros de Ódio”. Nessa seleta lista, também faz parte “Os Brutos Também Amam”, mais conhecido pelo seu título original, “Shane”, que inspirou tantos cineastas ao longo dos anos – como Clint Eastwood em “O Cavaleiro Solitário” –  ou críticos de cinema – como Paulo Perdigão, que lhe dedicou um apaixonado e fascinante ensaio em que discursa sobre os mecanismos que o transformaram em clássico.

O roteiro é de A.B. Guthrie Jr., adaptado de uma novela homônima de 1949 escrita por Jack Schaefer, e é o único western da carreira de George Stevens, prolífico cineasta e crítico observador do american way of life, responsável por obras do porte de “Um Lugar ao Sol” e “Assim Caminha a Humanidade”, “Os Brutos Também Amam” segue o modelo das sagas medievais para contar a história do herói solitário, errante e sem passado, disposto a colocar o poder das armas a favor da ordem e da justiça. Shane (Alan Ladd, cujo vulto em cena parece ser muito maior do que acusa a sua baixa estatura) é o cavaleiro andante que, acolhido por Joe Starret, proprietário de um rancho no Wyoming (Van Heflin), dispõe-se a ajudá-lo contra a cobiça de um barão do gado que quer apoderar-se de suas terras, e acaba atraindo a afeição do garoto Joey (Brandon De Wilde) e o interesse da esposa (Jean Arthur) do homem que o hospedou.

Claro que pertencendo a mundos diferentes, essa atração jamais poderia ser consumada em se tratando de um personagem mítico, cujo valor moral o credencia a transitar acima do bem e do mal, mas forçando-o a pegar em armas para defender seus amigos quando os vilões contratam um temível matador (Jack Palance, numa caracterização que o transformaria num dos vilões mais marcantes do cinema), ao qual Shane terá de enfrentar no memorável duelo final. Por trás dessa história aparentemente simples, ocultam-se a magia e o fascínio de um gênero que, nas palavras do crítico francês André Bazin, nasceu do encontro do cinema com a mitologia.

Curiosamente, o filme quase não existiu quando o diretor Stevens, que havia trabalhado com Montgomery Clift em “Um Lugar ao Sol”, queria o ator interpretando Shane, e William Holden como Joe Starret, mas não conseguiu nenhum dos dois. Stevens queria Katharine Hepburn para o papel de Marian, mas este acabou ficando com Jean Arthur, na época com 50 anos de idade, com quem ele havia trabalhado na comédia romântica “Tagarelice da Aldeia”, de 1942, e “Original Pecado” , de 1943. A atriz estava afastada do cinema há quase 5 anos e “Shane” acabou sendo o seu último trabalho. O filme recebeu o Oscar de Fotografia, um excelente trabalho de Loyal Griggs. “Shane” é um daqueles filmes míticos que continua e continuará inspirando cinéfilos, cineastas e artistas, como a comédia de faroeste “Dívida de Sangue”, de 1965, “O Cavaleiro Solitário”, de Clint Eastwood, de 1985, que é uma espécie de remake do filme de Stevens, e “Era uma Vez no Oeste”, de Sergio Leone, que presta uma homenagem a esse clássico copiando toda a sua sequência do funeral.

IMDb: http://www.imdb.com/title/tt0046303/

Trailer:

Galeria de Imagens:

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: