Filmes: Intriga Internacional (1959)

INTRIGA INTERNACIONAL
Título Original: North by Northwest
Origem: Estados Unidos
Ano: 1959
Duração: 136 min.
Direção: Alfred Hitchcock
Elenco: Cary Grant, Eva Marie Saint, James Mason, Leo G. Carroll, Martin Landau, Jessie Royce Landis, Josephine Hutchinson, Philip Ober, Adam Williams.
Sinopse:
O pacato publicitário nova-iorquino Roger Thornhill vê sua vidinha monótona virar do avêsso quando, confundido com um misterioso espião, é sequestrado por agentes inimigos que tentam fazê-lo passar por culpado de um assassinato e depois matá-lo. Embora sobreviva a várias tentativas de morte, ele acaba convocado pelo serviço secreto do governo para desbaratar a conspiração.

Considerado por muitos o melhor filme de Alfred Hitchcock, pelo ritmo envolvente e pelo elenco impecável, “Intriga Internacional” tem sequências eletrizantes, como o ataque de avião contra o herói no deserto e a caçada humana entre as célebres estátuas dos quatro presidentes dos Estados Unidos, no monte Rushmore, em Dakota do Sul. Tem um roteiro primoroso de Ernest Lehman, que também escreveria o último filme de Hitchcock, “Trama Macabra”, além da música de Bernard Herrmann.

O filme é uma síntese do melhor de Alfred Hitchcock

“Impossível dizer qual meu melhor filme”, dizia Hitchcock, “é como perguntar a Casanova qual de suas amantes foi a melhor”. Dono de uma língua ferina e de tiradas como essa, à altura de seu gênio como cineasta, Hitchcock realizou com “Intriga Internacional” o seu melhor filme, na opinião de muita gente.

O mestre do suspense disse a François Truffaut durante uma das várias entrevistas que tiveram nos anos 60 que este era uma síntese de seus filmes americanos, assim como “Os 39 Degraus” era a essência de sua fase inglesa. Realizado no auge da sua carreira, sucessor de obras primas como “Janela Indiscreta” e “Um Corpo Que Cai”, esta eletrizante aventura de espionagem e suspense, recicla o velho tema do “inocente perseguido”, encarnado mais uma vez no ator preferido de Hitch, Cary Grant. Aos 55 anos, o carismático ator mostrou que tinha fôlego para esta jóia do cinema, capaz de – literalmente – tirar o fôlego da platéia. A sua trajetória kafkiana reserva-lhe momentos inesquecíveis que superam a inverossimilhança do roteiro de Ernest Lehman (também autor de “Trama Macabra”, último filme de Hitchcock) graças à eficiência com que o cineasta trabalha as imagens: ao volante de um carro sem freios e completamente bêbado, ele desce ileso uma estrada íngreme e sinuosa e depois escapa das balas disparadas por um teco-teco no meio do deserto.

Sem Grace Kelly, que abandonou o cinema para casar-se com o Príncipe Rainier de Mônaco, Hitchcock tentou recriá-la na mocinha vivida por Eva Marie Saint em closes e tomadas generosas, mas quem brilha mesmo é James Mason como o vilão elegante e brilhante. Apoiado pelos incansáveis colaboradores – o músico Bernard Herrmann, o fotógrafo Robert Burks, o designer Saul Bass e o montador George Tomasini), Hitchcock envolve o público durante toda a trama e reserva-lhe um clímax inesquecível no alto do Monte Rushmore entre as estátuas dos quatro presidentes americanos. Com um corte brusco, ele reproduz a cena dentro de uma cabine de trem, onde Grant e Saint se abraçam romanticamente, e fecha o filme com a sugestiva imagem do trem entrando num túnel… Coisa de gênio.

Não há muita coisa que possa ser dita sobre “Intriga Internacional” que já não tenha sido dita. Portanto, é assistir e comprovar que não se fazem mais filmes como os de Alfred Hitchcock.

IMDb: http://www.imdb.com/title/tt0053125/

Trailer:

Galeria de Imagens:

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