Filmes: O Mágico de Oz (1939)

O MÁGICO DE OZ
Título Original: The Wizard of Oz
Origem: Estados Unidos
Ano: 1939
Duração: 101 min.
Direção: Victor Fleming
Elenco: Judy Garland, Bert Lahr, Frank Morgan, Ray Bolger, Jack Haley, Billie Burke, Margareth Hamilton, Charley Grapewin.
Sinopse:
A jovem Dorothy e seu cão Totó são transportados por um furacão para a Terra Mágica de Oz, onde, perseguidos pela Bruxa Má, e com a ajuda de seus novos amigos Espantalho, Homem de Lata e Leão tentam encontrar o Mágico capaz de enviá-los de volta ao Kansas.

Encantadora, deslumbrante e clássica versão do romance de L. Frank Baum e um dos maiores musicais do cinema. Desde o seu lançamento vem mexendo com o imaginário do público por várias gerações, graças à história de amor ao lar, à amizade e aos valores mais altos do ser humano encarnados nas figuras inesquecíveis do Espantalho, do Leão e do Homem de Lata. Abrindo e fechando em P & B, o filme impressiona pela fotografia em cores vivas, pelos números musicais inspirados, pelas canções imortais de Harold Arlen e E.Y. Harburg (inclusive a antológica “Over the Rainbow”, premiada com o Oscar) e pela trilha sonora de Herbert Stothart, também premiada com o Oscar. Judy Garland estreia aos 16 anos, ganhando um Oscar especial no papel que seria de Shirley Temple se a Fox não negasse o seu empréstimo à Metro-Goldwyn-Mayer.

EM ALGUM LUGAR ALÉM DO ARCO-ÍRIS…

Dorothy é uma menina que vive numa fazenda nos confins do Kansas e tem como companheiro inseparável o seu cãozinho Totó. Inadvertidamente ela faz um pedido às estrelas e acaba sendo conduzida por um tornado para o mundo maravilhoso de Oz, localizado em algum lugar além do arco-íris. Ali, faz amizade com o Espantalho, o Homem de Lata e o Leão Covarde que a ajudam a enfrentar a terrível Bruxa do Oeste e a chegar até o fantástico Mágico de Oz, o único capaz de conduzi-la de volta ao Kansas.

Superprodução da Metro Goldwyn Mayer, o filme traz a marca absoluta de seu chefão, Louis B.Mayer, exemplo máximo da política de interferência no produto cinematográfico final. O primeiro diretor contratado pelo produtor Mervyn Le Roy foi Richard Thorpe, substituído em seguida por George Cukor, que por sua vez foi substituido por Victor Fleming. Fleming, porém, largou a direção para ir trabalhar em “…E o Vento Levou”, sobrando para King Vidor terminar as filmagens.

Impressionado com o sucesso alcançado por Walt Disney com “Branca de Neve e os Sete Anões”, Mayer decidiu apostar em um tema que atraísse o público infantil para os cinemas mas que não deixasse de agradar ao público mais velho, e acabou encontrando a solução numa série de contos escritos por Lyman Frank Baum, reunidos num livro chamado “The Wonderful Wizard of Oz”, que já haviam sido filmados em 1910 e 1925. Para interpretar o papel de Dorothy, Mayer queria a menina prodígio e estrela da 20th.Century Fox, Shirley Temple, mas a Fox negou-se a emprestá-la. A novata Judy Garland, então com 16 anos e considerada a princípio velha demais para o papel, acabou protagonizando o filme, após um apurado trabalho de maquiagem que ajudou a disfarçar sua idade. A peruca loira que ganhou no princípio das filmagens foi retirada por George Cukor, quando este assumiu o filme., mas |Judy teve que atuar o filme inteiro com uma cinta apertada para esconder a fartura de seus seios. Ela, porém, transformou-se numa das maiores estrelas da época e ainda ganhou um Oscar especial por sua atuação no filme.

“O Mágico de Oz” impressiona até hoje pela exuberância de sua fotografia, que utiliza vários modelos fotográficos (o início e o final são em sépia, enquanto o meio do filme é de um colorido deslumbrante), bem como pela criatividade dos cenários, pelo excepcional trabalho de maquiagem e pelos efeitos especiais absolutamente inovadores para a época. Porém, um dos maiores destaques do filme é sem dúvida a sua trilha sonora, que inclui oito canções de Harold Arlen e E. Y. Harburg, entre as quais a mitológica “Over the Rainbow”, cantada por Judy Garland no início do filme e que simboliza a sua jornada além do arco-íris e a busca do ser humano por seus próprios sonhos, onde quer que estejam. Curiosamente, a cena em que Judy a canta quase foi retirada do filme porque a Metro não concordava em ver uma de suas atrizes cantando no celeiro…

Sucesso de bilheteria desde sua estréia, custou por volta de quatro milhões de dólares, “O Mágico de Oz” conseguiu a proeza de arrebatar três Oscar no mesmo ano de “…E o Vento Levou”, entre eles o de melhor música original para Herbert Stothart, desbancando o favorito Max Steiner de “…E o Vento Levou”, e de melhor canção para “Over the Rainbow”. Há quem veja na jornada de Dorothy por Oz, uma metáfora para a Hollywood dos anos dourados, ou seja, uma espécie de referência ao próprio cinema como criador de mundos irreais tornados reais pelas mãos de seus mágicos produtores, tão explorada posteriormente inclusive na refilmagem de 1978, dirigida por Sidney Lumet e estrelada por Diana Ross como Dorothy e Michael Jackson como o Espantalho.

Embora vivesse num mundo em preto e branco, ou seja, sem a magia dos contos de fada, a menina Dorothy descobre que nem o mais maravilhoso dos lugares consegue ser melhor do que a sua própria casa.

IMDb: http://www.imdb.com/title/tt0032138/

Trailer:

Clipe “Somewhere Over the Rainbow”:

Galeria de Imagens:

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