Atrizes: Grace Kelly

GRACE KELLY: OS FILMES E OS AMORES DA PRINCESA DE MÔNACO

Nome: Grace Patricia Kelly
Nascimento e local: 12 de novembro de 1929, Filadélfia
Falecimento: 14 de setembro de 1982. Mônaco
Ocupação: Atriz, modelo, Princesa de Mônaco
Nacionalidade: Norte-americana
Casamentos: Rainier III, Prince of Monaco

Com apenas seis anos de carreira como atriz, Grace Kelly estrelou onze filmes, entre eles “Amar é sofrer”, pelo qual ganhou o Oscar de Melhor Atriz e o Globo de Ouro de melhor atriz em filme dramático. Além disso, foi a heroína loira preferida de Alfred Hitchcock, tendo estrelado três de seus filmes – “Disque M Para Matar”, “Janela Indiscreta” e “Ladrão de Casaca” -, além de ser escolhida pelo American Film Institute uma das maiores lendas do cinema mundial. Ao abandonar o cinema após seu casamento com o Príncipe Rainier de Mônaco, foi eleita a “Princesa mais bonita da História”, dedicando-se à filantropia e causas humanitárias. Sua morte trágica em um acidente automobilístico colocou um ponto final a um dos contos de fadas mais fascinantes do século passado.

De patinho feio à Princesa de Mônaco

Grace Patricia Kelly nasceu em 12 de novembro de 1929, em Filadélfia, na Pennsylvania, filha de Margareth, uma bela e severa mulher de origem alemã que formava o par perfeito com o irlandês Jack Kelly, um pedreiro que ficara milionário na esnobe Filadélfia. O casal teve outras duas filhas, Lizanne e Peggy, e um filho, Kell, mas Grace nem de longe igualava a saudável e atlética postura dos irmãos.

De natureza frágil e alma solitária, ela desde pequena não conseguia agradar ao pai, que pecava muitas vezes por falar exatamente o que pensava – atitude nem sempre salutar em uma família grande em que os filhos naturalmente competem pela atenção do pai. Até os 14 anos, Grace usava óculos, era considerada gordinha e quase não tinha seios, mas no ano seguinte a menina desabrochou, o que aumentou a preocupação do pai quanto ao aumento no número de pretendentes e no eventual assédio masculino à casa da família.

Grace decidiu tentar a carreira artística. Seu primeiro papel de destaque em uma peça de teatro foi aos 12 anos, em “Don’t Feed the Animals”, produzida pela Old Academy Players de East Falls. Ela completou o colegial em uma escola particular, e dividia seu tempo atuando como atriz e modelo.


Assim, entre namoros furtivos e pequenas escapadas sexuais, Grace deslanchou em sua carreira em 1947, quando se apresentou à Academia Americana de Artes Dramáticas, em Nova York. e logo se tornou uma modelo de sucesso graças a que pagava seus estudos dramáticos. Sua estréia na Broadway foi arrasadora, em uma encenação da peça “The Father”, de Strindberg, e aos 19 anos, graduou-se na peça The Philadelphia Story, coincidentemente, a fonte na qual se baseia o último filme estrelado por ela, “Alta Sociedade”, de 1956.

Sua estréia em Hollywood foi no filme “Forteen Hours”, de 1951. Grace Kelly conheceu o ator Alex D’Arcy, popular e muito mulherengo, com o qual teve um romance ardente, pouco condizente com a sua estampa de loira gelada. O caso seguinte foi Don Richardson, seu professor de teatro, que chegou a visitar várias vezes a casal da família Kelly na Filadélfia, certamente um ritual que o deixava bastante incomodado e ao qual Grace nunca soube reagir. O romance prosseguiu, até o dia em que Grace descobrir uma outra figura paterna na qual depositar suas atenções e necessidades: Claudius Charles Philippe, gerente de banquetes no hotel Waldorf Astoria. Quando o Xá iraniano Reza Pahlevi hospedou-se no hotel, logo Grace começou a circular pelos clubes de Nova York em sua companhia. Grace ganhou muitas jóias e um pedido de casamento, que ela recusou. O romance com Don terminou somente quando Grace começou a exibir as jóias que ganhou do playboy Ali Khan, que assim identificava as suas conquistas sexuais.

Em 1951, Grace foi a escolhida para viver a esposa religiosa de um xerife interpretado por Gary Cooper em “Matar ou Morrer”, dirigido por Fred Zinneman. O romance entre eles entretanto não vingou, mas quando Grace foi escalada para o segundo papel feminino em “Mogambo”, com Clark Gable e Ava Gardner, o romance entre ambos não levou muito tempo para acontecer, apesar de ele ser 28 anos mais velho e usar dentadura. Consumido por quatro casamentos, Gable achou melhor tentar transformar a paixão de Grace por ele em amizade, mas isso a deixou arrasada. Foi quando Hitchcock a viu no filme e a convidou para o papel de esposa de Ray Milland em “Disque M Para Matar”.

Ray Milland tinha o dobro da idade dela, usava peruca e era casado, mas isso também não foi empecilho para mais um caso que se tornou a fofoca da hora em Hollywood. “Ela transava com todo mundo”, lembrou Hitchcock anos mais tarde. Porém, não o fez com James Stewart, seu parceiro em “Janela Indiscreta” e célebre pai de família, nem com o cineasta, que preferiu manter a admiração pela “princesa de neve” apenas no nível platônico.

Já William Holden, seu astro em “As Pontes de Toko-Ri”, famoso namorador, sex symbol aos 35 anos e homem casado, foi paixão fulminante. Jack Kelly foi à loucura com o romance e ele e Holden quase saíram na briga. Holden, que não era trouxa, tratou de despachar Grace e livrar-se de problemas maiores no futuro. O romance com Bing Crosby, seu parceiro em “Amar é Sofrer”, também não vingou, apesar de ser viúvo. Faltava-lhe justamente aquilo que a atraía em outros homens: ardor.


Quem tinha muito ardor a oferecer era o sofisticado estilista de moda Oleg Cassini, que a cortejou durante meses até que ela cedeu, durante uma visita à Riviera Francesa, onde Grace filmava “Ladrão de Casaca”. Os casamentos anteriores dele e sua profissão malvista pelo pai de Grace foram obstáculos ao romance.

A eterna postura de menina frágil, tímida e insegura de Grace também acabou pondo fim aos interesses amorosos de Cassini. Em 1955, Grace foi presidir o Festival de Cannes e a Riviera voltou a ser palco de um romance seu, agora com o ex-namorado Jean-Pierre Aumont, mas secretamente ela se encontrava com o Príncipe Rainier, que conheceu durante uma sessão de fotos, e manteve o romance escondido até de seus amigos mais chegados.

O romance ganhou ares de noivado quando o Príncipe herdeiro fez o pedido oficial durante uma visita à casa da família no Natal de 1955. Graças a um acordo vantajoso, Grace conseguiu a discrição de todos os seus amantes para os próximos passos que sua vida iria tomar, e Jack Kelly pagou o dote, ainda que enfurecido e em valor nunca revelado. Porém, o exame médico pré-nupcial a deixou apavorada: “Vão descobrir que não sou virgem”, disse ela a Don Richardson. A sugestão dele foi que Grace afirmasse que sua virgindade foi perdida através da prática de esportes, mas a traição veio de um lado que ela menos esperava. Margareth Kelly espalhou aos quatro ventos em uma série de entrevistas os nomes de todos os homens com quem a filha se envolveu, um duro golpe para ela e Rainier.

Até o casamento, Grace tentou levar sua vida de estrela. Ela ainda atuou em 1956 em “The Swan” e “Alta Sociedade”, seu último filme. Em 4 de abril de 1956, uma multidão de nova-iorquinos aglomerou-se no cais para acenar adeus ao navio USS Constitution e a Grace Kelly. Em 19 de abril, ela se tornou a Princesa Grace de Mônaco. Ela voltou grávida da lua-de-mel e o príncipe encantado revelou traços de tirano cruel em uma rotina de silêncios, censuras e olhos vermelhos. Nove meses e quatro dias depois do casamento nasceu Caroline. Em 1958, nasceu Albert, para contentamento de Jack Kelly, talvez uma das poucas alegrias que sentiu antes de sua morte, dois anos depois.

Ofertas de Hollywood continuaram a chegar em suas mãos, inclusive para viver a Virgem Maria em “A Maior História de Todos os Tempos”. “A Virgem Maria? De jeito nenhum. Agora, Maria Madalena…” ela respondeu.

Em 1965, nasceu a princesa Stephanie, mas a essa altura a felicidade doméstica se tornara um sonho distante, devido à eterna vigilância e mau humor do marido. Em 1976, porém, Grace achou conforto na amizade com o cineasta Robert Dornhelm, então com 30 anos. Ninguém sabe até que ponto foi essa amizade, mas para o empresário Jeffory Fitzgerald, que a conheceu num avião, certamente foi bem mais longe.


Aos 47 anos, sua aparência mudara bastante: suas gordurinhas e as mudanças físicas se tornavam evidentes. Impossibilitada de divorciar-se, ela conseguiu um tratado de tolerância e amizade com Rainier, fase em que sua vida estava quando ela morreu, às 22h15 de 14 de setembro de 1982, aos 52 anos, 36 horas após cair com seu carro num precipício. Grace morreu no hospital, sem jamais ter recobrado a consciência e foi enterrada no dia 18 de setembro. Rainier não se casou novamente. Ele faleceu em 2005 e foi enterrado no cemitério da família, ao lado do túmulo da esposa.Grace cumpriu seu papel até a morte, tratou seus filhos com carinho e generosidade, coisa que ela nunca teve, e viveu seu conto de fadas, dissabores à parte, até as últimas conseqüências. Quando Grace ganhou o Oscar de melhor atriz por Amar é Sofrer, em 1954, seu pai declarou: “Não consigo acreditar que Grace ganhou. De meus quatro filhos, ela é a última que eu esperava ver me sustentar na velhice”.

Grace foi uma mulher que prezou a frase “antes mal acompanhada do que só”, e viveu até sua morte com a experiência desoladora daquela noite em que ganhou o Oscar. Ela levou a estatueta para seu hotel em Bel Air, colocou-a em cima da penteadeira e desabou na cama: “Ali estávamos, só nós dois. Foi terrível. O momento mais solitário da minha vida.”

FILMOGRAFIA:
The Swan (1956)
High Society (1956)
To Catch a Thief (1955)
The Bridges at Toko-Ri (1954)
The Country Girl (1954)
Dial M for Murder (1954)
Green Fire (1954)
Rear Window (1954)
Mogambo (1953)
High Noon (1952)
Fourteen Hours (1951)

Tributo:

Galeria de Imagens:

Uma resposta

  1. NEUSA DE OLIVEIRA PINTO | Responder

    Depois de Marylin Monroe, foi a estrela mais linda do cinema.

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