Filmes: O Falcão Maltês (1941)

O FALCÃO MALTÊS
Título Original: The Maltese Falcon
Origem: Estados Unidos
Ano: 1941
Duração: 100 min.
Direção: John Huston
Elenco: Humphrey Bogart, Mary Astor, Sidney Greenstreet, Elisha Cook Jr., Peter Lorre, Gladys George, Barton MacLane, Lee Patrick, Ward Bond, Jerome Cowan.
Sinopse:
Depois de procurado por uma misteriosa e bela mulher, o detetive particular Sam Spade descobre que ela e outras pessoas estão atrás de uma valiosa estatueta.

Primeiro filme como diretor do até então roteirista John Huston, e uam das estreias mais felizes de um cineasta na história do cinema, adaptando com ousadia o livro de Dashiel Hammett, que já havia sido filmado em 1931 e 1936. O resultado foi um clássico do gênero noir, com Humphrey Bogart provando ser o melhor intérprete dos detetives deste tipo de filme. A Fotografia em preto-e-branco é primorosa, cheia de sombras e nuanças e definiu o estilo desse gênero para as décadas seguintes.

Em sua estreia na direção John Huston define um subgênero cinematografico e alça Bogart ao título de grande anti-herói do filme noir

O romance policial noir, com seu herói cínico, suas mulheres ambíguas, sua intrincada teia de intrigas e traições, surgiu ainda nos anos 20, nos livros do ex-detetive Dashiell Hammett, e embora fosse evidente a vocação cinematográfica desse tipo de narrativa, foi somente em 1941 que Hollywood forjou seu primeiro filme autênticamente noir: “O Falcão Maltês”, também conhecido no Brasil como “Relíquia Macabra”, feliz estréia na direção do até então roteirista John Huston e a terceira tentativa da Warner de realizar uma adaptação do romance.

John Huston acertou em cheio onde as versões anteriores de 1931 e 1936 falharam: mantendo-se fiel à letra e ao espírito cínico e ousado do romance, em que a ação já está praticamente decomposta em quadros semelhantes aos planos e seqüências cinematográficos. Além disso, a trama de “O Falcão Maltês” é uma espécie de síntese do gênero noir, percebido pelo seu intrincado enredo repleto de surpresas e reviravoltas que envolve o detetive de San Francisco Sam Spade (Bogart, num tipo que marcaria sua carreira), contratado por uma misteriosa mulher (Mary Astor) para ajudá-la a se apossar de uma estatueta recheada de pedras preciosas, atrás da qual também estão os escroques personagens de Sidney Greenstreet e Peter Lorre.

Mais fascinante do que todo o tratamento estético planejado para o filme – com destaque para a fotografia de Arthur Edeson, a direção de arte de Robert Haas e os figurinos de Orry-Kelly -, é acompanhar a história e ver como Humphrey Bogart conduz seu personagem por esse ninho de cobras usando toda a sua argúcia e sangue frio para escapar ileso, usando todas as armas e recursos de que dispõe, num retrato raro de uma América corrupta, obscura e violenta. Segundo a citação de que não são os atores que escolhem os personagens, e sim o contrário, Sam Spade parece ter sido criado para Bogart. Além disso, trata-se provavelmente da melhor trama noir já escrita até hoje e com suas linhas finais de roteiro entre as melhores já vistas na tela.

Ao contrário do atual gênero policial, o filme (e o estilo noir que ele inaugurou) se concentra muito mais na tensão entre quatro paredes e na brutalidade dos diálogos do que nos tiros e perseguições. A despeito de sua caracterização noturna em becos e salas mal iluminadas, com radical utilização das sombras e do claro-escuro, em parte fiel ao romance de Hammett como herança do expressionismo alemão, mas também porque, sofrendo de esparsos recursos durante a Guerra Mundial, a Warner assim disfarçava a pobreza dos cenários, “O Falcão Maltês” é uma obra-prima dentro de um universo cinematográfico peculiar e um clássico do cinema em todos os tempos.

IMDb: http://www.imdb.com/title/tt0033870/

Trailer:

Galeria de Imagens:

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