Por Trás das Câmeras

UMA RETROSPECTIVA DOS NOMES QUE AJUDARAM A CRIAR A MAGIA DO CINEMA

I. OS GRANDES PRODUTORES

SAMUEL GOLDWYN (1882-1974)
* Responsável por levar para Hollywood escritores como Ben Hecht e Lillian Hellman, impôs seu estilo pessoal através da sociedade com Louis B. Mayer, e teve sete de suas produções indicadas ao Oscar, recebido em 1946 por “Os Melhores Anos de Nossas Vidas”.

IRVING G. THALBERG (1899-1936)
* Foi chefe de produção da Metro-Goldwyn-Mayer, e transformou-se em lenda ao colocar seus maiores astros – Garbo, Wallace Beery, Joan Crawford, John e Lionel Barrymore em um “Grand Hotel”. Em 1937, emprestou seu nome ao prêmio da Academia, dedicado aos produtores que melhor contribuem à arte do cinema.

JACK WARNER (1892-1978)
* O caçula dos quatro irmãos que fundaram a Warner Bros. foi chefe de produção do estúdio durante décadas e, pessoalmente, ganhou o Oscar de Melhor Filme com “Minha Bela Dama”, de 1964.

LOUIS B. MAYER (1885-1957)
* Foi vice-presidente da MGM de 1924 a 1951, e durante este período foi o mais poderoso magnata de Hollywood e o maior salário dos EUA. Foi responsável pela ascensão da Metro no gênero dos musicais, que dominaria durante os anos 40 e 50.

DARRYL F. ZANUCK (1902-1979)
* Foi chefe de produção da 20th Century Fox e também seu presidente. Doze de suas produções foram indicadas ao Oscar de Melhor Filme, que ganhou por três vezes: “Como Era Verde o Meu Vale”, “A Luz é Para Todos” e “A Malvada”. Foi o primeiro ganhador do prêmio Irving G. Thalberg, em 1937.

DAVID O. SELZNICK (1902-1965)
* Lendário e autoritário chefão da Metro, ficou famoso pelo rigoroso controle criativo sobre os filmes que produziu, contratando artistas, técnicos e diretores, e demitindo-os à sua revelia, editando e dirigindo pessoalmente vários deles, como “E O Vento Levou”, por exemplo, pelo qual recebeu o Oscar de Melhor Filme.

ARTHUR FREED (1894-1973)
* Fez vaudeville com os irmãos Marx e consagrou-se como um gênio dos musicais. “Um Americano em Paris” e “Gigi” ganharam o Oscar de Melhor Filme, mas seu principal cartão de visitas é “Cantando na Chuva”, considerado por muitos como o melhor musical da história do cinema.

WALT DISNEY (1901-1966)
* Criou Mickey Mouse em 1928, o primeiro sucesso de um império que se tornou sinônimo de animação e entretenimento, em várias escalas. Inovou, renovou e estabeleceu técnicas e modelos para o cinema de animação, até 196, quando faleceu. Mas o império que criou permanece até hoje como a maior fábrica de sonhos de Hollywood.

II. OS GRANDES COMPOSITORES

BERNARD HERRMANN
* O maestro levado para Hollywood por Orson Welles compôs a música de “Cidadão Kane”, de 1941, pelo qual foi indicado ao Oscar, que conquistou por “O Homem Que Não Vendeu a Alma”, naquele mesmo ano. Colaboraou com Hitchcock em 8 de seus filmes, incluindo “Psicose” e “Um Corpo Que Cai”, considerado por muitos o seu tabalho mais inspirado. Seu último trabalho foi em “Taxi Driver”, de Scorsese, falecendo pouco antes do lançamento do filme, em 1975.

ALFRED NEWMAN
* O versátil e prolífico compositor ganhou seu primeiro Oscar por “A Epopéia do Jazz”, de 1938, e repetiu o feito com “A Vida é Uma Canção”, “A Canção de Bernardete”, “E os Anos se Passaram”, “Meu Coração Canta”, “Sua Excelência, a Embaixatriz”, “Suplício de uma Saudade”, “O Rei e Eu” e “Camelot”. Também foi responsável pela música de “Como Era Verde o Meu Vale”, “A Luz é Para Todos” e “A Malvada”, todos premiados com o Oscar de Filme.

NINO ROTA
* De 1951 a 1979, compôs a música de 15 filmes de Federico Fellini – formalizando a mais célebre parceria do gênero no cinema. Expoente máximo entre os grandes compositores de seu país, conquistou o Oscar em 1974 pelo score de “O Poderoso Chefão 2”, e apesar de ser o autor de inúmeras partituras belíssimas, será sempre lembrado pelo tema solene do filme de Francis Ford Coppola.

MAX STEINER
* Foi chefe do Departamento de Música da RKO, pelo qual ganhou seu primeiro Oscar em 1935 por “O Delator”. O célebre autor da música de “E o Vento Levou” (incluindo “Tara’s Theme”) não ganhou o Oscar naquele ano, mas entrou definitivamente para a galeria dos temais inesquecíveis do cinema. Autor da música de “Casablanca” e “Émile Zola”, ganharia o Oscar mais duas vezes, por “Estranha Passageira” e “Desde que Partiste”.

HENRY MANCINI
* Um dos mais populares e versáteis compositores do cinema, consagrou-se com temas antológicos como “A Pantera Cor de Rosa” e “O Passo do Elefantinho” de “Hatari!”, mas o score pelo qual será eternamente lembrado é o de “Bonequinha de Luxo”, de 1961, pela qual recebeu o Oscar de Música e de Canção (a inesquecível “Moon River”, composto por ele e com letras de Johnny Mercer). Faleceu em 1994, mas ganharia outro Oscar, por “Victor ou Vitória?”, de 1982.

JOHN WILLIAMS
* De formação clássica, o maestro estabeleceu com George Lucas e, principalmente, com Steven Spielberg, as parcerias mais premiadas dos últimos tempos. São dele as partituras antológicas de “Guerra na Estrelas”, “Tubarão”, “E.T. O Extraterrestre” e “Caçadores da Arca Perdida”, só para citar algumas. No entanto, ganhou seu primeiro Oscar com “Um Violinista no Telhado”, de 1971.

DIMITRI TIONKIM
* O famoso compositor se consagrou como um dos mais talentos músicos do cinema, responsável por partituras inesquecíveis como a de “Matar ou Morrer”, “Um Fio de Esperança” e “O Velho e o Mar”, pelos quais conquistou o Oscar, além de outros trabalhos importantes, como “Do Mundo Nada se Leva”.

HERBERT STOTHART
* A sua maior proeza foi “roubar” o Oscar que todos davam por certo que iria para Max Steiner em 1939 por “E o Vento Levou”, mas as partituras que compôs para “O Mágico de Oz” escreveram seu nome na lista de premiados da Academia. Também é o responsável pela música de “O Grande Motim” e “Rosa da Esperança”, ambos premiados como Melhor Filme.

JOHN BARRY
* Ficou famoso nos anos 60 graças ao score de “Perdidos na Noite”, principalmente a clássica canção-tema “Midnight Cowboy”, mas o primeiro Oscar veio já em 1966, com a partitura de “A História de Elza”. Repetiria o feito com “O Leão no Inverno”, de 1968, e “Entre Dois Amores”, de 1985. Porém, o que lhe deu fama foram as partituras que compôs para os filmes da série James Bond, além do romântico “Em Algum Lugar do Passado”.

FRANZ WAXMAN
* Famoso pela partitura de “Rebecca, a Mulher Inesquecível”, de Alfred Hitchcock, atingiu o máximo da carreira quando ganhou o Oscar pela extraordinária partitura de “Crepúsculo dos Deuses”, de Billy Wilder, em 1950, e repetir o feito com o excelente score de “Um Lugar ao Sol”, em 1951.

MIKLOS ROZSA
* Consagrou-se como compositor de épicos notáveis como “El Cid” e “Ben-Hur”, pelo qual ganhou o Oscar em 1959, mas também ficou famoso pelas partituras de “Farrapo Humano”, “Quando Fala o Coração” e “Fatalidade”, essas duas últimas premiadas também com o Oscar.

ENNIO MORRICONE
* Versátil e brilhante, em mais de 40 anos, compôs partituras para centenas de filmes, dos mais diferentes gêneros, inclusive a ficção científica B “O Humanóide”, mas consagrou-se com os westerns spaguetti de Sergio Leoni, principalmente pela clássica partitura de “Era Uma Vez no Oeste”. Trabalhou com grandes diretores: os irmãos Taviani, Pasolini, Bertolucci, Monicelli, Tornatore, entre outros.

VICTOR YOUNG
* Menos conhecido, mas um dos mais completos compositores do cinema, ficou famoso pela envolvente partitura de “A Volta ao Mundo em 80 Dias”, de 1956, pela qual recebeu seu único Oscar, depois de 19 vezes indicado. Não pôde recebê-lo pessoalmente, pois faleceu quatro meses antes da cerimônia de premiação. Entre outras partituras memoráveis, compôs a de “O Maior Espetáculo da Terra”, de Cecil De Mille.

ANDRÉ PREVIN
* Reinou absoluto entre os compositores nos anos 60, mas sua contribuição vem de antes. É dele a direção musical de “Gigi”, um dos grandes musicais de Arthur Freed para a Metro, pela qual ganhou o Oscar. Repetiu o feito com “Porgy e Bess”, a ópera de George Gershwin dirigida por Otto Preminger em 1959, e por “Irma La Douce”, de 1963. Será lembrado eternamente pelo magistral tratamento que deu às canções de “Minha Bela Dama”, de 1964, pelo qual recebeu mais um Oscar.

MAURICE JARRE
* Famoso sobretudo pela parceria que manteve com o diretor David Lean e que resultou em 3 prêmios Oscar de melhor Música, por “Lawrence da Arábia”, “Passagem Para a Índia” e o mais famoso de todos, o inesquecível “Tema de Lara” que compôs para “Dr. Jivago”.

III. FIGURINOS

EDITH HEAD (1907-1981)
* Com suas 35 indicações ao Oscar e 8 estatuetas recebidas (a categoria de Melhor Figurino só foi criada a partir de 1948), Edith Head tornou-se a mais importante figurinista de Hollywood, responsável por vestir nas telas estrelas como Jean Harlow, Mae West, Elizabeth Taylor, Grace Kelly, Bette Davis e Audrey Hepburn. Os Oscars que recebeu: “Tarde Demais”, “Sansão e Dalila”, “A Malvada”, “Um Lugar ao Sol”, “A Princesa e o Plebeu”, “Sabrina”, “Jogo Proibido do Amor” e “Golpe de Mestre”.

IV. DIRETORES DE FOTOGRAFIA

KARL FREUND
* O lendário diretor de fotografia tcheco, notabilizou-se pelas imagens de clássicos do expressionismo alemão, como “Metrópolis”, de Fritz Lang, de 1926. Em 1931, fugindo do nazismo, chegou aos Estados Unidos, onde encerrou a carreira, tornando um dos maiores mestres da cãmera de todos os tempos. Ganhou seu único Oscar por “Terra dos Deuses”, de 1937.

ROBERT BURKS
* O fotógrafo favorito de Alfred Hitchcock, foi seu colaborador mais fiel: 12 filmes do mestre do suspense: “Pacto Sinistro”, “A Tortura do Silêncio”, “Disque M Para Matar”, “Janela Indiscreta”, “O Terceiro Tiro”, “O Homem que Sabia Demais”, “O Homem Errado”, “Um Corpo Que Cai”, “Intriga Internacional”, “Os Pássaros”, “Marnie – Confissões de uma Ladra” e “Ladrão de Casaca”, pelo qual ganhou o Oscar de Fotografia em Cores, em 1955.

GREG TOLLAND
* Aos 25 anos tornou-se o mais jovem fotógrafo de Hollywood e foi chamado por Orson Welles para trabalhar em “Cidadão Kane”, graças as experiências com profundidade de campo e movimentos de câmera. Era o fotógrafo favorito do produtor Samuel Goldwyn e considerado até hoje o melhor profissional da câmera de Hollywood. Ganhou o Oscar por “O Morro dos Ventos Uivantes”, de 1939, mas sua morte prematura em 1948, aos 44 anos, pôs fim à uma carreira brilhante.

VI. DIREÇÃO DE ARTE

CEDRIC GIBBONS
* Tornou-se um dos mais requisitados e versáteis cenógrafos da época dourada de Hollywood. Ganhou seu primeiro Oscar pela direção de arte de “A Ponte de São Luís”, de 1929. Repetiria o feito com “A Viúva Alegre” (1934), “Orgulho e Preconceito” (1940), “Flores do Pó” (1941), “À Meia Luz” (1944), “Virtude Selvagem” (1946), “Quatro Destinos” (1949), “Sinfonia de Paris” (1951), “Assim Estava Escrito” (1952), “Júlio César” (1953) e “Marcado Pela Sarjeta” (1956).

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