Filmes: Adeus às Armas (1932)

farewelltoarms_3ADEUS ÀS ARMAS
Título Original: A Farewell to Arms
País: Estados Unidos
Ano: 1932
Duração: 80 min.
Direção: Frank Borzage
Elenco: Helen Hayes, Gary Cooper, Adolphe Menjou, Mary Philips, Jack La Rue, Blanche Friderici, Mary Forbes, Gilbert Emery, Henry Armetta, George Humbert, Fred Malatesta, Tom Ricketts, Bob Cautiero, Peggy Cunningham.

Sinopse:
Durante a I Guerra Mundial, Frederic Henry, um soldado norte-americano engajado no exército italiano apaixona-se por Catherine Barkley, uma enfermeira britânica cujo noivo foi morto na guerra.

Primeiro romance de Ernest Hemingway a ser adaptado para o Cinema, foi premiado com os Oscars de Melhor Fotografia para Charles Bryant Lang Jr. e Melhor Som (Franklin Hansen), mas desagradou ao autor, que viu a Paramount Pictures suavizar o tom negro do romance e filmar dois finais, escolhendo o desfecho conforme a receptividade do público. Os direitos pertenciam à Metro, mas os custos de produção levaram o estúdio a desistir, repassando-os à Paramount, a um custo total de 800 mil dólares. O sucesso comercial, porém, não evitou que a MPPDA obrigasse o estúdio a fazer diversas alterações na trama, o que também não impediu que o mesmo fosse censurado no Canadá e na Austrália. Uma segunda versão do livro foi levado às telas em 1957 por Charles Vidor, com Rock Hudson e Jennifer Jones, mas este clássico, apesar de envelhecido, ainda impressiona pelo sentido poético da direção do tarimbado Frank Borzage, um dos maiores especialistas em melodramas nas primeiras décadas do cinema. O filme hoje está em domínio público e pode ser assistido online no YouTube.

Um clássico que não escapou da força do tempo
O filme é baseado no romance “Farewell to Arms” de Ernest Hemingway, publicado em 1929 e na peça de mesmo nome de Laurence Stallings, inaugurada em Nova York em 22 de setembro de 1930. A peça da Broadway foi dirigida por Rouben Mamoulian, que, de acordo com fontes da época, foi escalado para dirigir a versão cinematográfica. A Paramount adquiriu os direitos do romance de Hemingway em setembro de 1930 por cerca de 80 mil dólares, sendo que os custos de produção somaram 800 mil dólares. Na época, tanto a Warner Bros. quanto a MGM tinham interesse em levar o romance às telas, mas os executivos dos dois estúdios concluíram que seria muito caro. Um risco muito grande para qualquer estúdio em um período em que a economia americana vivia uma crise sem precedentes.

A Paramount acreditou no projeto e as filmagens começaram em julho de 1932. Além dos custos elevados da produção, a maior dificuldade seria realizar uma versão fiel ao texto de Hemingway sem ferir as normas do Código de Produção Hays, e isso se mostrou um empecilho ainda maior quando Harold Hurley, um executivo do estúdio foi o encarregado de discutir com o MPPDA as principais dificuldades de levar a história às telas, em particular o tratamento do aspecto italiano da guerra e a cena do parto de Catherine. Esta cena esteve para ser cortada, mas o estúdio negou-se a retirar a cena devido à sua importância e solicitou uma nova revisão dos negativos. Em 7 de dezembro, um comitê de produtores que incluiu Joseph Schenk, Carl Laemmle, Jr., Sol Wurtzel e Emanuel Cohen, além do próprio Hurley e funcionários do escritório da MPPDA, incluindo o coronel Jason S. Joy e Joseph I. Breen, assistiram o filme e concluíram em um telegrama que “por causa do filme e da excelência da direção e do tratamento recebido a seqüência de parto não foi uma violação do Código”. Em uma carta de 10 de dezembro à Adolph Zukor, chefão da Paramount, Will H. Hays, presidente da MPPDA, manteve sua oposição à cena do parto, já que segundo ele foi em direta violação do código de produção, não obstante a sua grandeza. Hays solicitou a Paramount a “eliminar as imagens mostrando as fases do parto em si”, ou outro recurso teria de ser feito ao conselho. Posteriormente, Zukor informou que várias mudanças no cenário em questão foram feitas, incluindo referências a dores de parto, e Catherine gemendo e sangrando. Embora o MPPDA aprovasse então o filme, este foi rejeitado pelos censores, no Canadá e na Austrália, onde o romance também foi proibido.

Em seu lançamento inicial, algumas cópias do filme continham um final alternativo, ao qual opôs-se o próprio autor Ernest Hemingway, no qual Catherine sobrevivia à cesariana. Fontes afirmam que Richard Wallace estava inicialmente previsto para dirigir Gary Cooper e Eleanor Boardman nos papéis principais, e este teria sido a estreia da atriz como contratada da Paramount. John Cromwell também foi escalado para dirigir, mas deixou a Paramount na época. Cerca de 1.500 hectares foram reservados para a produção no Rancho da Paramount, na Califórnia.

O filme fez enorme sucesso em sua trajetória nos cinemas americanos, consagrando o estilo melodramático do diretor Frank Borzage e transformando Gary Cooper em um dos grandes astros da época. Revisto hoje em dia, o filme envelheceu muito, tornando-se simples curiosidade histórica para aqueles que se interessam pelo cinema americano em suas primeiras décadas de vida. “A Farewell to Arms” foi indicado ao Oscar de Melhor Filme e Decoração de Interiores (Hans Dreier e Roland Anderson). Charles Bryant Lang Jr. recebeu um Oscar pela Fotografia e Harold C. Lewis ganhou o prêmio de gravação de som. Outros filmes com base na mesma fonte são “A Farewell to Arms”, da Twentieth Century-Fox, de 1957, dirigido por Charles Vidor e estrelado por Rock Hudson e Jennifer Jones, e uma adaptação para a rede de TV CBS, por Gore Vidal, dirigida por Allen Reisner e estrelada por Guy Madison e Lynn Diana.

IMDb: http://www.imdb.com/title/tt0022879/

Filme Completo:

Galeria de Imagens:

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